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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Pub Kei

Há tempos eu estava querendo conhecer esse restaurante, localizado no piso superior do Top Center.

Chegamos no "horário de pico" do almoço e, apesar de haver algumas pessoas na fila, não esperamos muito para conseguir uma mesa. A fila fica organizada do lado de fora, e constantemente um funcionário fica de olho para ir acomodando os clientes, de forma bem ágil, à medida que as mesas vão sendo desocupadas.

O restaurante possui dois ambientes principais: um deles com mesas e cadeiras, e outro com mesas e pequenas poltronas, que foi onde ficamos. As poltronas eram confortáveis, mas tinham um defeito: não eram cadeiras. Pois é, acredito que uma poltrona seja feita para descansar, assistir TV, ler uma revista. Para fazer uma refeição à mesa, acredito que a cadeira seja um objeto mais apropriado.

Depois descobri que, no jantar, o espaço vira uma espécie de "salão de karaokê", onde as pessoas comem petiscos, ingerem bebidas à base de álcool e exteriorizam o seu talento musical (ou algo próximo disso). Portanto, nesse caso as poltronas até que fazem sentido.

Voltando ao nosso almoço: os pratos chegaram de forma rápida e, tão importante quanto isso, chegaram todos juntos à nossa mesa. Nos restaurantes que costumo frequentar na hora do almoço, é comum os pratos da mesa chegarem em momentos diferentes, obrigando-nos a ficar assistindo o nosso colega atacar o prato, ou então a ficarmos sem graça, comendo devagar, esperando o prato do colega chegar à mesa. Mas aqui o timing foi perfeito.

Mas enfim, voltando novamente ao almoço: a especialidade da casa é teishoku, mas há também curry (ou karê, para os mais íntimos), yakisoba, udon e lamen. O prato do dia era teishoku de frutos do mar:


Eu pedi o teishoku de korokke (croquete de batata com carne moída), que acompanha arroz, missoshiru, e uma pequena porção de pepino e espinafre, ambos em conserva. De sobremesa, pedaços de melancia.



O croquete estava simplesmente espetacular. A "casquinha" era grossa, bastante crocante por fora, e estava macio e suculento por dentro. Muito bom mesmo, um dos melhores que já comi (melhor inclusive que os do Bueno, e olha que os croquetes de lá também são ótimos). Destaque também para o molho da salada, que parecia ser feito à base de missô (pasta de soja) e gergelim, bastante saboroso.



Pedimos também yakisoba, que veio personalizado: sem cebola e sem pimentão, exatamente de acordo com o que um dos colegas havia pedido.

Onde: Av. Paulista, 854 (Top Center) - piso superior.
Quanto: teishoku de korokke por R$ 36,00; teishoku de frutos do mar por R$ 52,00.
Ponto positivo: qualidade da comida; atendimento; agilidade na chegada dos pratos.
Ponto negativo: as poltronas são um pouco desonfortáveis para uma refeição à mesa.
Vale a pena? Os preços não são muito populares, por assim dizer, mas a qualidade é muito boa. Pra ir de vez em quando, certamente compensa.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Yakitori Mizusaka

Localizado bem ao lado do Sushigen, este é um restaurante tipicamente japonês. Lugar simples, sem muito luxo e com um comprido balcão. Atrás dele, garrafas de sakê, todo o cardápio pendurado (em japonês) e muitos objetos ornamentais. Numa das paredes, uma pequena mas moderna TV transmite uma programação inteiramente em japonês.

A especialidade da casa (que deduzi pelo cardápio e também pela descrição do estabelecimento - yakitori) são os espetos, mas eles são servidos somente no jantar. No almoço, apenas pratos executivos. Mas não são poucas as opções.

Há as carnes tradicionais (anchova, atum, salmão, frango, etc), mas há também inúmeras outras opções, algumas delas nem tão comuns: oyako-don, curry, shumai, gyu-don e sanma. Este último eu havia experimentado num outro restaurante, o Ginza, mas não gostei muito. Apesar de gostar de peixe, achei que este tinha um sabor muito forte, pelo menos muito mais do que estou acostumado. De qualquer forma, desta vez acabei pedindo o salmão, e não me arrependi: era um filé de tamanho generoso, bem grelhado, acompanhado de uma porção de nabo ralado. Na foto abaixo não dá para ter ideia exata do tamanho, mas eu diria que este pedaço de salmão tinha cerca de 20 a 25 cm de comprimento. Era generoso mesmo.


Como outros acompanhamentos, havia arroz branco (em grande quantidade), missoshiru (sopa de soja, que estava muito boa), salada (alface, pepino, tomate e bolinho de queijo - sim, havia um em cima da salada, muito bom por sinal), além de algumas fatias de sashimi. De sobremesa, pedaços de melão (muito doce também).


Apesar de não ser um ambiente de luxo, por assim dizer, achei que a quantidade de comida foi muito boa. Os pratos custam entre 20 e 30 reais, e pela qualidade e variedade, acabou sendo um bom custo benefício. Vale lembrar que, além do balcão, há também mesas no piso superior.

Onde: Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 2367 - Loja 15
Quanto: executivo de salmão a R$ 26,00.
Ponto positivo: a casa não cobra o serviço de 10%.
Ponto negativo: não há espetos na hora do almoço.
Vale a pena? Sim, apesar de simples, todos os pratos estavam bastante saborosos.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Bueno

Este restaurante de comida japonesa abriu há cerca de três semanas.

Pelo nome, Bueno, achei que fosse um restaurante espanhol, argentino ou até português, menos japonês. Logo na entrada, há um grande banner escrito "NO Sushi, NO Sashimi". Pensei que tinha entrado no restaurante errado, mas o lugar era aquele mesmo. O banner não queria dizer que o restaurante não era japonês, mas sim que a especialidade era outra: teishoku.

Para quem não sabe, o teishoku nada mais é que uma espécie de PF - prato feito - japonês. É uma porção de carne, servida com arroz branco, missoshiru (caldo à base de soja) e outros acompanhamentos.

Resolvi pedir o prato mais famoso da casa, o Buta no Kakuni Teishoku, que é uma pancetta (barriga de porco) ao shoyu com tinguensai, uma acelga chinesa. Acompanha também um pedaço de costela suína.



A variedade do cardápio não é tão grande, há apenas cerca de seis ou sete pratos principais diferentes, mas a qualidade compensa muito. Dá pra ver que eles capricham, tanto na qualidade como na apresentação. A carne estava extremamente macia e muito bem temperada.

Abaixo, o Sake Teishoku (salmão):



Como todo bom restaurante japonês, há uma preocupação grande com os detalhes. Os recipientes era bonitos e bem cuidados, e em cada uma das mesas havia shoyu, açúcar, sal e guardanapos, tudo muito bem arrumado. Havia também palitos de dente individuais, cada um em sua respectiva embalagem plástica. Incrível.

Onde: Alameda Santos, 835.
Quanto: Buta no Kakuni a R$ 29,00, Sake Teishoku a R$ 30,00.
Ponto positivo: atendimento, apresentação e qualidade dos pratos.
Ponto negativo: o preço podia ser um pouco mais em conta, e também senti falta de uma música ambiente no piso superior.
Vale a pena? Pelo preço, não dá pra vir todos os dias, mas pela qualidade vale muito a pena.
Site oficial: http://www.izakayabueno.com.br/page/