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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ilhabela

Para muitos, praia é sinônimo de calor, diversão e muita gente animada. Para outros significa calor infernal, muvuca, e fila em todos os lugares. Eu não sou exatamente o maior fã de todos os tempos da praia, talvez pela lembrança de ter ficado inúmeras ocasiões com queimaduras cruéis devido ao uso insuficiente (ou uso algum) de protetor solar. Entretanto, reconheço que não há nada que substitua colocar os pés na areia, inspirar profundamente e simplesmente contemplar o mar. E considerando que passo o dia me bronzeando na lâmpada fluorescente do escritório, e vou e volto para casa contemplando as paisagens dos túneis do metrô, a praia é realmente um paraíso.

Ao conhecer este bar/restaurante, no mesmo instante lembrei-­me da praia. O mesmo possui um clima bastante litorâneo: móveis rústicos, utilização de madeira nos ambientes e decoração com muitos elementos marítimos.

Aqui você escolhe o prato principal e mais 3 acompanhamentos. Optei pelo filé de coxa e sobrecoxa, acompanhado por arroz, feijão e creme de milho. A salada é cortesia, vem numa quantidade até que bacana, e destaque para a presença de palmito, ainda que pequeno.


Para quem tem as pernas compridas e/ou costuma comer com "as asas abertas" (tradução: gente espaçosa), uma boa notícia: as mesas são bem grandes, então há espaço de sobra para pratos de comida e cotovelos (o seu e o do vizinho) conviverem harmoniosamente.

Onde: Alameda Campinas, 720.
Quanto: filé de coxa e sobrecoxa a R$ 20,00.
Ponto positivo: mesas grandes e ambiente espaçoso.
Ponto negativo: a iluminação do local não é das mais eficientes. Talvez seja proposital, mas a meu ver é sempre interessante saber o que está se comendo.
Vale a pena? Sim, mesmo que a sua intenção não seja lembrar-­se da praia.
Site oficial: www.ilhabelabar.com.br

domingo, 22 de dezembro de 2013

Xodó Paulista

Esta padaria / lanchonete / loja de conveniência é também um restaurante por kilo. O buffet, no piso superior, tem uma variedade boa de pratos quentes e frios.

O prato em si, além de grande, é também fundo, de um tipo que eu nunca tinha visto em restaurantes. E olha que os pratos de restaurantes por kilo costumam ser enormes, para você ter a impressão de que pegou pouca comida, ou mesmo para que você se sinta mal por ter pego tão pouco.

Mesmo já sabendo dessa tática maquiavélica dos restaurantes, acabei me servindo de muito mais comida do que o necessário (na foto não parece que á tanta comida assim, mas é porque o prato é gigantesco). Resultado: passei parte da tarde me esforçando para que o meu pescoço não deixasse a cabeça cair em cima do teclado.



No geral a qualidade estava boa, com destaque positivo para a presença da anchova negra, que é este peixe delicioso, porém traiçoeiro (se consumido em altas quantidades, pode causar um efeito devastador do ponto de vista gástrico, por assim dizer). Por outro lado, o risoto de salmão poderia ser menos aguado (era quase uma sopa), e a quantidade de queijo que estava em cima do filet à parmegiana daria tranquilamente para cobrir uma pizza grande de mussarela. Coisas de restaurante por kilo.

Destaque negativo para a fila da pesagem dos pratos. Ou melhor, para a ausência dela. O buffet não possui os mesmos pratos em cada um dos seus "lados". Ou seja, é necessário dar uma volta completa no mesmo para passar por todos os pratos. Além disso, não há um ponto inicial único para começar a percorrê-lo. Por isso, você (e o outro que escolheu começar pelo outro lado) acaba fatalmente pegando o sentido contrário, causando esbarrões, encontrões, bandejadas e todo o tipo de congestionamentos. Eu diria que esta solução é tão deficiente quanto a que existe no Vivenda Mineira.

A organização geral também não é das melhores. Logo ao chegar ao estabelecimento, o dispositivo que emite as comandas estava vazio. Como era a minha primeira vez no local, fiquei sem saber se era necessário chamar algum funcionário, ou se o dispositivo não estava funcionando e eles tinham alguma outra forma de cobrança, por exemplo. No fim das contas acabei tendo que ir chamar um funcionário, uma vez que não havia nenhum na entrada.

Onde: Al. Ministro Rocha Azevedo, 251.
Quanto: R$ 49,90/kg
Ponto positivo: variedade de pratos.
Ponto negativo: custo-benefício; fila para se servir.
Vale a pena? Talvez valha a pena pela variedade, não só de pratos, como de outros produtos, como doces, pães, frios e outras guloseimas em geral.
Site oficial: www.xodopaulista.com.br

domingo, 4 de novembro de 2012

Tio Chico

Localizado quase ao lado do Menta Café, este restaurante funciona no mesmo sistema do estabelecimento vizinho: comida à la carte num ambiente externo, suscetível a pombas e intempéries climáticas. Como o dia estava agradável, o ambiente externo não foi um fator negativo (com exceção da presença das pombas passeando debaixo das mesas).

Pedi o frango grelhado com creme de milho, que acompanhava arroz e polenta frita. O frango estava um pouco duro e fibroso, parecia que era do dia anterior e havia sido reaquecido. A polenta estava bem crocante, apesar de bastante gordurosa.


Uma curiosidade deste restaurante é com relação ao nome. Na placa de entrada está escrito "Tio Chico", no cardápio o nome do estabelecimento é "Dona Graça", e no cartão de visitas que pedi aparece como "Sand 9 Lancheteria". Pois é, vai entender.

Onde: Av. Paulista, 1482.
Quanto: frango grelhado a R$16,00.
Ponto positivo: prato relativamente bem servido.
Ponto negativo: ambiente, qualidade da comida.
Vale a pena? Sim, desde que você dê mais importância à quantidade do que à qualidade.

domingo, 15 de julho de 2012

Café Creme

Localizado quase ao lado do Prainha Paulista, aqui as condições ambientais são praticamente as mesmas do estabelecimento vizinho. Piso levemente inclinado, e clientes sujeitos às condições climáticas e de tráfego da rua ao lado.

Entretanto, em relação à comida, a qualidade é bem superior.

Pedi um supremo de frango, e o pedido foi motivado porque dias atrás eu havia passado em frente ao restaurante e visto o tamanho do prato. Era um frango de tamanho generoso, que realmente chamava a atenção.

Ao chegar à mesa, não tem como não sorrir de felicidade. O frango é grande mesmo.



Ele vem coberto por um molho rosé, e acompanhado por arroz, fritas, uma folha de alface e uma fatia de tomate. Aliás, as fritas são muito boas, muito crocantes e sequinhas. Não ganham das do Falafa, mas ainda assim são muito boas.

O atendimento não é dos mais espetaculares, e inclusive há a possibilidade de o garçom tentar ser engraçado, fazendo alguma piada ou soltando algum trocadilho infame no momento dos pedidos. De qualquer forma, o que vale é a intenção, não é mesmo?

A mesa ao lado pediu polpetone e, igualmente ao frango, era de tamanho bastante generoso. Acredito que da próxima vez pedirei esse.

Onde: Av. Paulista, 807 - Loja 07.
Quanto: supremo de frango por R$ 19,90.
Ponto positivo: tamanho das carnes; comandas individuais.
Ponto negativo: ambiente; cadeiras um pouco desconfortáveis.
Vale a pena? Sim, pratos bem servidos e preços na média da região.
Site: www.cafecreme.com.br

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Prainha Paulista

O estabelecimento é mais famoso pelos happy-hours, onde nos começos de noite grandes quantidades de jovens (em sua maioria) ocupam as mesas e também boa parte das calçadas.

O restaurante tem mesas na parte interna, mas a maior parte fica numa área externa (coberta), bem ao lado da avenida. Por causa disso, você fica sujeito a todas as intempéries de uma área com estas características. Barulho dos ônibus que ali passam, fumaça, vento, e também sol (apesar de o local ser coberto, em alguns momentos o sol invade parte da área das mesas).

Além disso, o piso não é perfeitamente plano, é levemente inclinado. Portanto, se você for tomar uma sopa, vai conseguir perceber isso. E se for comer ervilhas, por exemplo, elas vão ficar rolando para um dos lados do prato, por mais que se tente lutar contra isso. Mas de modo algum é uma inclinação absurda, então em todos os demais casos não há problema algum.

Era uma quinta-feira, e resolvi pedir a lasanha, um dos pratos do dia. Assim que o prato chegou à mesa, fiquei um pouco decepcionado com a quantidade, e principalmente com a apresentação do prato.



Pela quantidade de molho espirrado ao redor da lasanha, parecia que ela havia sido arremessada para dentro do prato, de um local bastante alto. E, na queda, havia sofrido escoriações por toda a parte.

Entretanto, como eu gosto de lasanha, e mais ainda da combinação de ingredientes dessa lasanha em específico (presunto, queijo e carne moída), resolvi ignorar o layout e partir para a degustação. E não é que tive uma nova decepção? O tempero estava excessivamente salgado.

Portanto, acredito que o forte da casa sejam os chopps e as porções.

Onde: Al. Joaquim Eugênio de Lima, 557.
Quanto: lasanha por R$ 23,90.
Ponto positivo: salada à vontade.
Ponto negativo: ambiente e apresentação dos pratos.
Vale a pena? Talvez mais para um happy-hour.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Lanchonete Charme da Paulista

Esta lanchonete está localizada na Av. Paulista, com as mesas na calçada da avenida. Ou seja, mais perto da Paulista, impossível.

A casa oferece pratos bem servidos, como por exemplo o espeto. Pedaços de carne e linguiça, acompanhados por arroz, feijão, fritas e farofa.  


Eu pedi o frango crocante, que é um filé de frango à milanesa, recheado com presunto e queijo. O nome do prato é bastante coerente, pois o frango realmente estava com uma casquinha bem crocante. O prato ainda acompanha arroz, feijão e fritas. Ao contrário do espeto, não é tão bem servido, mas ainda assim vem numa quantidade boa. Podemos ver também que a apresentação dos pratos não é exatamente o ponto forte da casa.

Mas o que me chamou mesmo a atenção foi o tamanho do omelete completo. Não sei quantos ovos foram utilizados para fazê-lo, mas certamente foram muitos. Acho que fiquei tão espantado que não consegui tirar uma foto decente deste omelete. Mas quando eu almoçar novamente aqui, essa grande torta de ovos será devidamente fotografada.

Como as mesas ficam na calçada da avenida, que é uma área externa, você fica sujeito às condições do clima e do entorno. Vento, sol, barulho dos carros e pessoas passando o tempo todo, bem próximas à sua mesa. Havia também algumas pombas, e até uma abelha passeando por entre os nossos pratos. 

Onde: Av. Paulista, 1499 - Loja 06/07
Quanto: frango crocante a R$16,00; espeto a R$18,00.
Ponto positivo: omelete de tamanho impressionante.
Ponto negativo: ambiente um pouco caótico.
Vale a pena? Desconfio que seja um local onde valha mais a pena fazer um happy-hour. De qualquer forma, se você não liga de almoçar em lugares muvucados, vale a pena.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Shintori

Depois de anos passando em frente sem ter coragem de entrar (por causa dos preços), eis que finalmente visitei este famoso restaurante japonês.

Tal ato inédito só foi possível graças ao cardápio existente em frente ao restaurante, colocado bem ao lado da calçada. Neste cardápio, o teppan de frango saía por 34 reais. Não é barato, mas até que não achei caro para um restaurante de tamanha fama.

Entrando no restaurante, a garçonete (vestida com kimono - o traje típico japonês) perguntou se gostaríamos de nos sentar no setor de sashimi ou no de grelhados. Como eu sabia de antemão que o setor dos grelhados era aquele em que o cozinheiro fica bem na sua frente, preparando os grelhados (e cujo preço seria bem maior do que o prato que eu tinha em mente), optei por ficar junto da turma do sashimi.

Ao nos deslocarmos para este setor, percebi que o restaurante era realmente grande. Passamos pelo bar (cuja área é maior que o meu apartamento) e chegamos no salão, através de largos corredores. Um ambiente bastante agradável, com pé direito alto, piso de carpete e vista para um belo e bucólico jardim.

Ao consultar o restante do cardápio, dentre toda a lista de pratos (todos caros), encontrei um que me pareceu bastante interessante: yaki-udon de carne e frango. Este prato nada mais é que um macarrão grelhado (palavras do próprio garçom), misturado com legumes, vegetais, carne e frango.

Seria mais ou menos um yakisoba (feito com macarrão de udon), mas sem aquele molho todo.

Numa outra oportunidade vou contar a história do macarrão frito, mas basicamente eu gosto do macarrão do yakisoba bem frito e crocante (eu diria até quase queimado). E por causa do nome deste prato, yaki-udon (yaki = "na chapa"), achei que o macarrão deste prato tinha potencial para ter estas características crocantes. Logo, foi o prato que pedi.



Bem, o macarrão não estava bem frito nem crocante (tampouco queimado), mas acredito que nem era o intuito do prato. Além do mais, deixar o macarrão de udon (cuja "natureza" é estar mergulhado no caldo) com estas características não deva ser uma missão das mais fáceis.

De qualquer forma, gostei do prato e considero que veio numa quantidade muito boa. A única ressalva é que a carne poderia estar cortada em pedaços um pouco maiores. Se estivessem um pouco menores eu diria que já seria uma carne moída.

De sobremesa, pedi o ginger brulée, que é um creme chique com gengibre. Estava bastante cremoso e coberto por uma fina camada de gengibre caramelizado. Muito bom.



Um detalhe curioso que observei foi o cabo dos talheres de sobremesa. Ao invés de serem no formato tradicional, tinham a seção transversal circular, o que dava mais conforto do ponto de vista da ergonomia. É apenas um mero detalhe, mas acredito que um bom restaurante se constrói justamente através destes pequenos detalhes.

Onde: Alameda Campinas, 600.
Quanto: Yaki-udon a R$39,00; Ginger brulée a R$17,00.
Ponto positivo: ambiente.
Ponto negativo: pelo preço que se paga, os garçons e garçonetes poderiam ser um pouco mais simpáticos.
Vale a pena? Sim, desde que preço não seja problema.
Site oficial: www.shintori.com.br

sábado, 3 de março de 2012

Restaurante Jardim Paulista

Depois de muito tempo acostumado a pagar caro nos restaurantes por kilo, fui surpreendido positivamente pelo valor da comida neste restaurante.

Localizado bem ao lado do Elite Mineira, aqui o kilo da comida sai por R$29,90. Não é pouco se comparado a outras regiões da cidade, mas numa região com os restaurantes por kilo mais caros do país, até que é um preço bem aceitável.

O buffet não é muito extenso, mas a variedade é boa. Um item curioso encontrado no buffet foi o espetinho de salsicha com ricota à milanesa. Se fosse queijo provolone no lugar da ricota teria sido melhor, mas de qualquer forma estava bom.




A casa é um pouco estreita, com largura máxima de aproximadamente 4 metros em toda a sua extensão. Por isso, no piso térreo, ao pegar a comida no buffet, é comum ser encostado por pessoas na fila do caixa, ou então atropelado por pessoas querendo passar. No mais, no piso superior, a decoração é agradável e as cadeiras são novas e confortáveis.

Onde: Alameda Campinas, 686.
Quanto: R$ 29,90/kg.
Ponto positivo: preço.
Ponto negativo: o local é um pouco apertado.
Vale a pena? Para um almoço simples e rápido, vale a pena.
Site oficial: www.restaurantejardimpaulista.com.br


*** UPDATE - 13/04/2013 ***

O valor do kilo passou para R$ 33,90.

A variedade continua boa, o preço continua bom, o local continua do mesmo tamanho, mas o atendimento caiu de qualidade. Na hora de pagar a conta, perguntei às atendentes do caixa se o cardápio variava todos os dias. Uma delas (era uma moça de cabelo loiro), de forma ríspida, simplesmente disse: "cada dia é diferente". A outra atendente (uma morena) foi mais gentil, indicando que na entrada do restaurante havia o cardápio do dia seguinte.

Portanto, se forem almoçar lá, recomendo não interagir com a moça loira do caixa.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Restaurante Red Rose

Que a cidade de São Paulo está repleta de hotéis ninguém tem dúvida. E aqui na região da Paulista não é diferente. Encontramos hotéis dos mais variados tipos, e a grande maioria deles dispõe de restaurantes.

Apesar disso, em pouco mais de um ano de blog, eu nunca havia visitado nenhum deles, muito provavelmente pela ideia pré-concebida de que os preços são elevados. De certa forma, isto é verdadeiro, pois a região dispõe de hotéis cuja qualidade (e preço) acabam sendo proporcionais ao nível sócio-econômico da região.

Por outro lado, há restaurantes com preços coerentes, cuja qualidade é muito boa. É possível comer muito bem, pagando menos do que em muitos restaurantes por kilo. E  este restaurante é um bom exemplo disso.

Localizado na Rua Itapeva, a menos de 100m da Avenida Paulista, o Red Rose é o restaurante do hotel Paulista Wall Street, e possui um cardápio farto, no sistema de buffet à vontade.

Logo na chegada, uma surpresa: é o primeiro que eu visito que possui piso carpetado, impecável. Para os que não estão habituados, como eu, dá até dó de pisar.

O ambiente é bem iluminado, e a decoração é bastante agradável. O salão principal não chega a ser gigantesco, mas há um outro salão anexo, bem ao lado do principal, que acredito que dê conta da demanda.

Bem, mas vamos ao que interessa. A comida.

Ao nos servirmos das entradas, uma nova surpresa. Além do buffet de pratos frios, havia um balcão separado, exclusivamente de folhas (com diversos tipos de alface, rúcula, agrião, etc). Atrás do balcão, um cozinheiro. Fiquei me perguntando o que ele estaria fazendo ali, mas logo descobri. Você vai até o balcão e escolhe as folhas. O cozinheiro as pega, corta, tempera da forma que você quiser (havia limão, cebolas, azeite e outros temperos), mistura e coloca no seu prato. Pois é, fácil assim.



Depois dessa experiência inusitada (mas interessante), cheguei à conclusão de que estou desatualizado em termos de serviço oferecido pelos restaurantes. Ou então que preciso melhorar o nível dos restaurantes que costumo visitar. Mas este é um assunto para um outro post.

Fui numa sexta-feira, e o prato principal era bacalhau. Para minha surpresa, havia duas variedades deste peixe: bacalhau à lionaise - com tomate, pimenta e cebola, e bacalhau ao creme - este era cremoso, obviamente.



Na foto, eles estão acompanhados por arroz branco e uma ótima carne, que foi a grande surpresa da refeição. Trata-se da cotoleta de lombo ao charcutierre. Bem, o nome é meio complicado de pronunciar mas, em compensação, o sabor é muito fácil de agradar. A carne, à milanesa, vem acompanhada de um molho que me lembrou missô (seria uma espécie de pasta de soja), e picles. Não sei se havia qualquer um destes ingredientes, mas posso afirmar que o resultado foi muito bom. Recomendo.

No buffet havia também strogonoff, canelone, arroz indiano (com bastante curry) e um contra-filet, igualmente indiano.



Para finalizar, ainda havia a sobremesa. Frutas, bolo, pudim, frutas em calda, e mais uma surpresa final: brigadeiro. Sim, havia brigadeiros, à vontade. Pra ficar mais feliz do que isso, só se eu fosse embora pra casa, mas havia uma tarde inteira de serviço me esperando. Tive que voltar para o escritório, mas voltei feliz e com o estômago generosamente forrado.

Onde: Rua Itapeva, 636.
Quanto: buffet à vontade por R$ 38,50.
Ponto positivo: ambiente e quantidade de comida.
Ponto negativo: o arroz indiano poderia estar um pouco menos salgado.
Vale a pena? Sim, o ambiente é bastante agradável e come-se muito, muito bem.
Site: www.wallstreet.com.br/gastronomia.html

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Feijão Brasil - parte 2

A intenção era de ir numa quarta-feira, quando o prato principal é feijoada. Entretanto, para aproveitar o restaurante num clima de maior tranquilidade, fomos numa sexta-feira, quando o movimento é menos intenso.

Ao contrário da outra unidade, na Pamplona, aqui o sistema é de buffet à vontade, e a ordem é comer até cair. Buffet de saladas e pratos quentes, grelhados e sobremesa, tudo em abundância.

O buffet de saladas não era tão variado, mas também não se podia dizer que eram poucas opções. Para mim, estava na medida ideal. O mesmo ocorria com os pratos quentes. Não havia uma quantidade absurda de opções, mas para um almoço de semana, até que estava suficiente. Em relação à qualidade, estava ok.



Mas o curioso foi em relação aos grelhados. No mesmo piso do salão, ao fundo, ficavam os grelhados. Após nos servirmos dos pratos quentes, fomos até o balcão nos servir das carnes grelhadas. Para nossa surpresa, o funcionário limitou-se a dizer, de forma ríspida, que o garçom levaria nas mesas. Como não havia nenhuma indicação, poderia existir algum tipo de aviso sobre este procedimento, para evitar confusões e mal-entendidos.

De fato, o garçom leva o grelhado à mesa, mas é preciso fazer o pedido, porque me pareceu que os garçons não são treinados para perguntar aos clientes se os mesmos desejam grelhados. Se você pedir, ele anota o pedido (ou melhor, "memoriza"). Senão, você nem fica sabendo que tem.

Pedimos os grelhados a que tínhamos direito (frango e alcatra) mas, além de demorarem, quando chegaram à mesa, foi uma decepção. Pedaços pequenos e finos, parecia uma porção infantil. Talvez fosse algum tipo de carne cujo tamanho diminua com o tempo. Nesse caso, pode-se dizer que demorou tanto que encolheu.

Bem, brincadeiras à parte, eu penso que, se você não tem condições de servir um tipo de prato, é melhor não servir, e concentrar-se em fazer um bom trabalho nos demais pratos. Tentar fazer tudo, mas fazer esse tudo 'mais ou menos' é pior, pois a imagem da casa é prejudicada, como foi o caso.

Um outro detalhe, mas com relação ao ambiente: o último degrau da escada que leva ao piso superior tem uma certa inclinação.Ou seja, a base deste degrau é inclinada, o que pode fazer com que algum desavisado (ou algum idoso, por exemplo) sofra um acidente escada abaixo. São muitos degraus, então dá pra se machucar bastante. É um ponto que certamente precisa ser revisto.

De modo geral, confesso que fiquei um pouco decepcionado com o restaurantre, talvez por ter nutrido uma certa expectativa em relação à qualidade da comida da casa, relativamente famosa na região.

Onde: Alameda Santos, 1189
Quanto: buffet à vontade por R$ 24,90, sobremesa inclusa.
Ponto positivo: comida em abundância.
Ponto negativo: atendimento, tamanho dos grelhados.
Vale a pena? Para quem come bastante, sim.
Site oficial: http://www.feijaobrasil.com.br/

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Elite Mineira

Como o próprio nome sugere, trata-se de um restaurante de culinária mineira (jura?).

Uma peculiaridade (ou seria uma jogada de marketing?) deste restaurante é o tamanho dos pratos que pegamos para servir a comida. Eles são muito grandes e, se eu não gostasse de comida mineira, isso certamente seria um problema, pois sempre acabamos pegando uma quantidade maior do que se fosse um prato de tamanho "normal".

Aqui, o buffet de pratos quentes não possui este nome à toa. A comida está sempre quente (o que é bom), mas este calor vindo das panelas e cumbucas faz com que seja desconfortável ficar por mais do que 2 minutos se servindo. Por outro lado, imagino que nos dias frios deva ser agradável.

A fila para se servir não é muito organizada, não há um sentido claro na mesma. Por isso, há pessoas indo e vindo por todas as direções. Talvez seja outro fator que contribua para que o ato de servir a comida no prato seja mais demorado.

Além do mais, alguns dos pratos servidos não possuem identificação. Da última vez que estive neste restaurante, peguei um peixe à milanesa, mas só depois descobri que era frango. Ainda bem que eu gosto de frango.

Apesar de tudo isso, a comida é muito boa. Feijão preto, costelinha, torresmo, purê de batata, linguiça, salgados, enfim, tudo aquilo que não é leve mas é muito saboroso.

No mais, trata-se de um restaurante simples mas satisfatório. Ainda acho que o Vivenda Mineira é o melhor restaurante mineiro da região, mesmo apesar de também ter algumas questões de circulação na casa.

Preciso visitar outros restaurantes mineiros, senão vou achar que problemas de circulação são características exclusivas dos restaurantes de comida mineira. Espero que seja apenas coincidência, e em breve postarei mais sobre isso.

Onde: Alameda Campinas, 672.
Quanto: R$30,90/kg
Ponto positivo: comida sempre quente.
Ponto negativo: a fila é um pouco desorganizada.
Vale a pena? Sim, comida mineira sempre valerá a pena

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Vivenda Mineira - Parte 2

Como havia comentado num post anterior, o Restaurante Vivenda Mineira possui um pequeno problema no quesito circulação. Em horários movimentados, quando a fila é grande, esse problema fica visível. Isto ocorre em virtude da fila para se servir cruzar o caminho entre a balança e a maioria das mesas, o que dificulta a vida de quem vem com a bandeja, exigindo equilíbrio e destreza por parte do cliente.

Para solucionar a questão, foi afixado um pequeno cartaz tamanho A4 num dos pilares, alertando os clientes a não fecharem a passagem:




Entretanto, este cartaz é pouco notado (ou simplesmente não é notado, como ocorre na maioria das vezes), fazendo com que as as pessoas fechem a passagem.

Para solucionar a questão, alguma das seguintes medidas poderiam ser adotadas:

1. substituir o cartaz por uma placa suspensa, presa no forro por cordas ou correntes;

2. substituir o cartaz por um adesivo no chão, delimitando o local de passagem;

Acredito que ambas as soluções chamam muito mais atenção do que este cartaz, e seriam alternativas relativamente rápidas e de baixo custo.

Uma medida mais ousada, mas que também solucionaria o problema (e de forma definitiva), seria alterar o layout do local, de forma que estes caminhos não se cruzassem mais. Bastaria inverter o sentido da fila para pegar comida, colocar a balança do lado oposto ao que está atualmente, e posicionar o caixa ao lado da saída.































Essa solução demandaria mais tempo e certamente teria um custo, mas melhoraria significativamente o deslocamento pelo ambiente, evitando possíveis acidentes e eventuais aborrecimentos.

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*** Update ***
12 de novembro de 2013

Enviei estas sugestões ao restaurante na época, mas nada foi feito. E hoje, mesmo depois de mais de 2 anos, nenhuma providência foi tomada. O layout continua idêntico, a desorganização continua a mesma, a dificuldade em passar com a bandeja continua grande, e com um agravante: a pequena placa pedindo para que a passagem não fosse fechada foi misteriosamente retirada.

Ou seja, agora é oficialmente permitido dificultar a circulação.