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terça-feira, 31 de julho de 2012

Booz

Aberto há cerca de seis meses, este restaurante japonês com nome não-japonês fica na Al. Santos, quase na esquina com a Al. Casa Branca.

A casa oferece rodízio e também pratos à la carte. Na hora do almoço o rodízio completo custa R$ 39,90, e o rodízio executivo (com quantidade limitada de fatias de sashimi) sai por R$ 33,90.

Optei pelo yakisoba simples, que acompanhava pasteizinhos de salmão com cream-chesse.





Os pastéis estavam bons, mesmo eu achando que poderia ter mais recheio. O macarrão não era do tipo específico para yakisoba, era do tipo espaguete, e depois descobri o motivo: o restaurante oferece também massas tradicionais italianas, como ravioli e lasanha. Então, provavelmente estariam usando do mesmo tipo de massa.

Em relação à quantidade, achei que veio numa porção econômica demais. Como não costumo comer bastante, para mim até que foi suficiente, mas para quem come bem, talvez seja preciso pedir mais algum outro prato.

Apesar de estar relativamente vazio, houve uma certa confusão para que os pedidos chegassem às mesas corretas, e esta mesma confusão também ocorreu na hora de fechar a conta.

Imagino que esses contratempos sejam devido ao fato de o restaurante estar funcionando há relativamente pouco tempo, e acredito que um treinamento adequado possa resolver a situação (assim espero).

Onde: Alameda Santos, 1518
Quanto: yakisoba simples por R$19,90, rodízio completo por R$39,90, rodízio executivo por R$33,90.
Ponto positivo: apesar de um pouco confusos, os funcionários são simpáticos.
Ponto negativo: porções pequenas demais.
Vale a pena? Se você come bastante, acredito que o rodízio seja a melhor opção.

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*** Update ***

Após 1 ano, retornei ao restaurante, e sinceramente não senti que houve melhora nos pontos que estavam deixando a desejar.

Logo ao chegar, fomos informados de que a casa não estava aceitando nenhum tipo de cartão. Era dinheiro ou dinheiro.

Como hoje o dia estava absurdamente frio, optamos por almoçar ali mesmo e pagar em dinheiro.

O chá, que costuma ser cortesia nos bons restaurantes japoneses, aqui foi cobrado. R$ 2,10.

É preciso ter muito cuidado ao servir-se de sashimi. Cada fatia é cobrada à parte, a um valor de R$ 0,95 cada. Ao pesar o prato, o atendente conta a quantidade de fatias, e soma ao valor do prato. Entretanto, ao fazer isso, o restaurante está cobrando em dobro: o próprio peso do sashimi, que está no prato, mais o seu valor individual. Portanto, muita atenção ao pegar sashimi.

Outra informação relevante: o valor do kilo passou para R$ 49,90.

domingo, 8 de abril de 2012

Sushiguen

Este restaurante japonês fica escondido dentro de uma galeria, quase na esquina entre a Paulista e a Brigadeiro.

Quando fui visitá-lo, a convite de um amigo, achei que encontraria um ambiente bem simples, quase no estilo do saudoso restaurante da japonesa que grita (atual Waka House). Ou seja, um lugar igualmente underground, no melhor estilo Blade Runner .

Entretanto, chegando lá, fui surpreendido pelo ambiente agradável e bem iluminado. Logo ao adentrar o ambiente, a atendente nos recepcionou falando em japonês. Apesar de estar com o idioma enferrujado, consegui entender o que ela estava dizendo, perguntando para quantas pessoas seria a mesa, e se aceitávamos tomar chá. Eram frases pra lá de básicas, mas naquela hora percebi que já estava mais do que na hora de voltar a estudar o idioma. E mesmo apesar de falar razoavelmente bem o inglês, há momentos em que isto não ajuda muito.

Como achei que o restaurante seria mais simples, pensei o mesmo em relação ao preço. Ao abrir o cardápio, os valores também eram um pouco maiores do que eu esperava encontrar. Mas como estes restaurantes escondidos e bem tradicionais costumam ter as melhores comidas, o valor não foi problema.

Pedi o teishoku de atum no sal. Um pedaço generoso de atum grelhado, acompanhado por uma tigela de arroz, missoshiru, salada, e dois pedaços pequenos de berinjela empanada, bastante saborosas. Havia também a opção de pedir o atum ao molho agridoce, mas resolvi experimentá-lo na versão mais tradicional mesmo.



Fiquei surpreso com a quantidade de missô (pasta de soja) utilizado no prato. De entrada, uma pequena porção de tofu (queijo de soja). A salada, temperada com missô. A berinjela empanada trazia em cima um molho de missô, e ainda havia uma tigela de missosshiru (a sopa do missô). Foi um festival de missô, mas ainda bem que eu gosto bastante deste ingrediente. Então, se você também gosta, este é o local.

Como som ambiente, versões instrumentais de enka, que é a famosa MPJ - Música Popular Japonesa.

A casa fica bem no meio de outros dois restaurantes japoneses, e estes sim possuem a aparência mais "Blade Runner". Certamente irei visitá-los também.

Onde: Rua Manoel da Nóbrega, 76 - Loja 13/14
Quanto: teishoku de atum no sal a R$27,00. 10% opcional, a serem pagos numa caixinha de papelão bem ao lado do caixa.
Ponto positivo: comida japonesa tradicional, ambiente agradável.
Ponto negativo: não visitei o andar superior, mas a casa não aparenta ter muitas mesas, o que pode gerar longas esperas nos horários de pico.
Vale a pena? Sim, pra quem gosta de comida japonesa bem tradicional. E pra quem gosta de missô também.