Mostrando postagens com marcador karê. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador karê. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Kare House

Há alguns anos, funcionava no prédio do Top Center o CB Curry House, um dos restaurantes mais icônicos da região, cujo fechamento deixou completamente órfãos uma legião de fãs e entusiastas deste famoso prato oriental: o curry (ou simplesmente "karê", para os mais chegados).

A qualidade da comida, o fechamento repentino e misterioso, a busca (sem sucesso) por informações, tudo isso fez com que o restaurante se tornasse uma lenda. Logo após o fechamento, era comum as pessoas colarem bilhetes na porta do estabelecimento (com nome, e-mail, telefone), pedindo para serem avisadas caso o restaurante reabrisse em outro local. Como diria aquela famosa música, daquela famosa dupla sertaneja, daquele famoso comercial de tempero para arroz: "é o amor". Sim, o restaurante era realmente especial.

Anos depois, todos nós (pois é, eu me incluo entre os órfãos) ainda estamos procurando por um restaurante que faça um karê tão bom como aquele, mas até hoje não encontramos. O ambiente, os mangás nas estantes, aquela "jarra" de metal onde vinha o karê... que saudades.

Pois bem, fui conhecer esse novo restaurante, e fui num desses dias de muito calor (ainda estou tentando entender o motivo pelo qual cometi tamanha incoerência).

O karê da casa é o Kare da Okaasan (traduzindo, seria o "karê da mamãe"), que vem com batata, cebola, cenoura e cubos de carne. Há ainda outras versões, como o Tonkatsu (carne de porco), o Kara-ague (coxa e sobrecoxa de frango frito) e o Vegetariano (sim, vem com vegetais). Pedi a versão de kara-ague no tamanho normal (há a opção grande), e com tempero suave (você escolhe entre suave, médio e picante).


O prato veio numa quantidade boa, mas o sabor do karê estava um pouco diferente do que estou acostumado. Tinha um leve gosto de queimado / defumado, mas não considero que tenha sido um "acidente" do cozinheiro. Provavelmente deva ser o tempero característico da casa, obtido pelo tempo em que o curry foi torrado.

Havia também muito mais caldo do que legumes (ou colocando de forma mais direta: quase não havia legumes). Tudo bem que o karê era de frango, mas poderia ter vindo mais do que dois pequenos pedaços de batata e dois minúsculos pedaços de cenoura.

A casa oferece uma mini-sobremesa, e esta sobremesa é realmente mini: são 4 pequenos (muito pequenos) pedaços de melancia. Pouco, mas em compensação, melhor do que nada. E como o nome é "mini-sobremesa", é coerente.

Será que vai chegar o dia em que surgirá um novo restaurante de karê para acalentar os ânimos dos entusiastas do saudoso e original CB Curry House?

Onde: Alameda Campinas, 234.
Quanto: Kara Ague Kare por R$ 25,00
Ponto positivo: tamanho do prato.
Ponto negativo: tempero do karê.
Vale a pena? Até vale, desde que você não venha aqui com a expectativa de encontrar um novo CB Curry House, o que definitivamente não é o caso.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Yakitori Mizusaka

Localizado bem ao lado do Sushigen, este é um restaurante tipicamente japonês. Lugar simples, sem muito luxo e com um comprido balcão. Atrás dele, garrafas de sakê, todo o cardápio pendurado (em japonês) e muitos objetos ornamentais. Numa das paredes, uma pequena mas moderna TV transmite uma programação inteiramente em japonês.

A especialidade da casa (que deduzi pelo cardápio e também pela descrição do estabelecimento - yakitori) são os espetos, mas eles são servidos somente no jantar. No almoço, apenas pratos executivos. Mas não são poucas as opções.

Há as carnes tradicionais (anchova, atum, salmão, frango, etc), mas há também inúmeras outras opções, algumas delas nem tão comuns: oyako-don, curry, shumai, gyu-don e sanma. Este último eu havia experimentado num outro restaurante, o Ginza, mas não gostei muito. Apesar de gostar de peixe, achei que este tinha um sabor muito forte, pelo menos muito mais do que estou acostumado. De qualquer forma, desta vez acabei pedindo o salmão, e não me arrependi: era um filé de tamanho generoso, bem grelhado, acompanhado de uma porção de nabo ralado. Na foto abaixo não dá para ter ideia exata do tamanho, mas eu diria que este pedaço de salmão tinha cerca de 20 a 25 cm de comprimento. Era generoso mesmo.


Como outros acompanhamentos, havia arroz branco (em grande quantidade), missoshiru (sopa de soja, que estava muito boa), salada (alface, pepino, tomate e bolinho de queijo - sim, havia um em cima da salada, muito bom por sinal), além de algumas fatias de sashimi. De sobremesa, pedaços de melão (muito doce também).


Apesar de não ser um ambiente de luxo, por assim dizer, achei que a quantidade de comida foi muito boa. Os pratos custam entre 20 e 30 reais, e pela qualidade e variedade, acabou sendo um bom custo benefício. Vale lembrar que, além do balcão, há também mesas no piso superior.

Onde: Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 2367 - Loja 15
Quanto: executivo de salmão a R$ 26,00.
Ponto positivo: a casa não cobra o serviço de 10%.
Ponto negativo: não há espetos na hora do almoço.
Vale a pena? Sim, apesar de simples, todos os pratos estavam bastante saborosos.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Bueno

Este restaurante de comida japonesa abriu há cerca de três semanas.

Pelo nome, Bueno, achei que fosse um restaurante espanhol, argentino ou até português, menos japonês. Logo na entrada, há um grande banner escrito "NO Sushi, NO Sashimi". Pensei que tinha entrado no restaurante errado, mas o lugar era aquele mesmo. O banner não queria dizer que o restaurante não era japonês, mas sim que a especialidade era outra: teishoku.

Para quem não sabe, o teishoku nada mais é que uma espécie de PF - prato feito - japonês. É uma porção de carne, servida com arroz branco, missoshiru (caldo à base de soja) e outros acompanhamentos.

Resolvi pedir o prato mais famoso da casa, o Buta no Kakuni Teishoku, que é uma pancetta (barriga de porco) ao shoyu com tinguensai, uma acelga chinesa. Acompanha também um pedaço de costela suína.



A variedade do cardápio não é tão grande, há apenas cerca de seis ou sete pratos principais diferentes, mas a qualidade compensa muito. Dá pra ver que eles capricham, tanto na qualidade como na apresentação. A carne estava extremamente macia e muito bem temperada.

Abaixo, o Sake Teishoku (salmão):



Como todo bom restaurante japonês, há uma preocupação grande com os detalhes. Os recipientes era bonitos e bem cuidados, e em cada uma das mesas havia shoyu, açúcar, sal e guardanapos, tudo muito bem arrumado. Havia também palitos de dente individuais, cada um em sua respectiva embalagem plástica. Incrível.

Onde: Alameda Santos, 835.
Quanto: Buta no Kakuni a R$ 29,00, Sake Teishoku a R$ 30,00.
Ponto positivo: atendimento, apresentação e qualidade dos pratos.
Ponto negativo: o preço podia ser um pouco mais em conta, e também senti falta de uma música ambiente no piso superior.
Vale a pena? Pelo preço, não dá pra vir todos os dias, mas pela qualidade vale muito a pena.
Site oficial: http://www.izakayabueno.com.br/page/

quarta-feira, 16 de março de 2011

CB Curry House - enfim, a explicação oficial

Sou um dos antigos fãs deste lendário restaurante de curry (ou karê, para os mais íntimos).

Para quem não conheceu, era um restaurante que ficava no subsolo do Top Center, e servia o melhor curry da cidade. Carne, frango ou legumes, mergulhados num caldo quente e forte, com 4 níveis de "ardência": suave, médio, forte e extra-forte. De entrada era servida uma salada, e depois de chegado o prato principal (que acompanhava uma porção de arroz branco), era impossível não suar neste restaurante. Nos dias mais frios, experimentar este prato era um deleite.

O ambiente era claro, aconchegante, e repleto de mangás, os famosos quadrinhos japoneses. O lugar não era muito grande, e como a procura era alta, principalmente no inverno, era preciso chegar bem cedo para garantir uma mesa.

Mas, certo dia, eis que encontramos o restaurante fechado. Nenhum aviso, nenhum comunicado, nada. Simplesmente fechado. Tentamos voltar outras vezes lá, mas o cenário era o mesmo. Simplesmente estava fechado. Procuramos informações, pesquisamos na internet, e nada. A decepção foi grande, e tenho certeza que muitas outras pessoas tiveram essa mesma sensação de abandono e perda.

Eis que, num belo dia, descubro que o namorado de uma colega da faculdade era, nada mais, nada menos, que o filho dos donos desse restaurante.

"Que legal!", pensei. "Agora vou descobrir para onde foi o restaurante!".

Ledo engano.

Conversei com esse filho da famosa "Mãe Carê", e ele me disse que tudo começou quando a academia (cujo nome não citarei) resolveu instalar-se ali. Basicamente, o custo de deixar aquele local e instalar-se no andar superior (onde agora estão os restaurantes) iria onerar o negócio de forma que seria inviável e impraticável continuar com o restaurante. A família abandonou o negócio, e foi por isso que nunca mais ouvimos falar da casa.

Perguntei se eles tinham a intenção de voltar com a casa em outro endereço, mas a resposta foi negativa. Confesso que fiquei feliz com a explicação, mas ainda continuo inconformado com o fim da casa. Resta agora torcermos para que outra família talentosa resolva investir nesse nicho de mercado, contribuindo dessa forma para a felicidade geral dos nossos estômagos.


A origem do nome do restaurante

E agora vem o melhor: por que o restaurante chamava-se "CB Curry House", e não "CH Curry House", por exemplo? O que significa CB?

Ao contrário do que muitos podiam imaginar, CB não significa "Carê da Batchán", tampouco "Sangue-bom" (pois é, até isso falaram).

Segundo a família, o nome foi inspirado numa empresa britânica, C&B, que foi a responsável por levar o curry da Índia (na época, colônia britânica) para o Japão, por volta do século XVIII. Simples, não? E foi assim que começou a história deste famoso prato, tão apreciado pelos paladares do mundo todo.