Mostrando postagens com marcador la carte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador la carte. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Pub Kei

Há tempos eu estava querendo conhecer esse restaurante, localizado no piso superior do Top Center.

Chegamos no "horário de pico" do almoço e, apesar de haver algumas pessoas na fila, não esperamos muito para conseguir uma mesa. A fila fica organizada do lado de fora, e constantemente um funcionário fica de olho para ir acomodando os clientes, de forma bem ágil, à medida que as mesas vão sendo desocupadas.

O restaurante possui dois ambientes principais: um deles com mesas e cadeiras, e outro com mesas e pequenas poltronas, que foi onde ficamos. As poltronas eram confortáveis, mas tinham um defeito: não eram cadeiras. Pois é, acredito que uma poltrona seja feita para descansar, assistir TV, ler uma revista. Para fazer uma refeição à mesa, acredito que a cadeira seja um objeto mais apropriado.

Depois descobri que, no jantar, o espaço vira uma espécie de "salão de karaokê", onde as pessoas comem petiscos, ingerem bebidas à base de álcool e exteriorizam o seu talento musical (ou algo próximo disso). Portanto, nesse caso as poltronas até que fazem sentido.

Voltando ao nosso almoço: os pratos chegaram de forma rápida e, tão importante quanto isso, chegaram todos juntos à nossa mesa. Nos restaurantes que costumo frequentar na hora do almoço, é comum os pratos da mesa chegarem em momentos diferentes, obrigando-nos a ficar assistindo o nosso colega atacar o prato, ou então a ficarmos sem graça, comendo devagar, esperando o prato do colega chegar à mesa. Mas aqui o timing foi perfeito.

Mas enfim, voltando novamente ao almoço: a especialidade da casa é teishoku, mas há também curry (ou karê, para os mais íntimos), yakisoba, udon e lamen. O prato do dia era teishoku de frutos do mar:


Eu pedi o teishoku de korokke (croquete de batata com carne moída), que acompanha arroz, missoshiru, e uma pequena porção de pepino e espinafre, ambos em conserva. De sobremesa, pedaços de melancia.



O croquete estava simplesmente espetacular. A "casquinha" era grossa, bastante crocante por fora, e estava macio e suculento por dentro. Muito bom mesmo, um dos melhores que já comi (melhor inclusive que os do Bueno, e olha que os croquetes de lá também são ótimos). Destaque também para o molho da salada, que parecia ser feito à base de missô (pasta de soja) e gergelim, bastante saboroso.



Pedimos também yakisoba, que veio personalizado: sem cebola e sem pimentão, exatamente de acordo com o que um dos colegas havia pedido.

Onde: Av. Paulista, 854 (Top Center) - piso superior.
Quanto: teishoku de korokke por R$ 36,00; teishoku de frutos do mar por R$ 52,00.
Ponto positivo: qualidade da comida; atendimento; agilidade na chegada dos pratos.
Ponto negativo: as poltronas são um pouco desonfortáveis para uma refeição à mesa.
Vale a pena? Os preços não são muito populares, por assim dizer, mas a qualidade é muito boa. Pra ir de vez em quando, certamente compensa.

domingo, 20 de abril de 2014

Mosaico Sanduberia

Uma metrópole como São Paulo possui uma quantidade e variedade de restaurantes absurdamente gigantesca. Nesse cenário de grande concorrência, abrir um estabelecimento que seja diferente e inovador, mas ao mesmo tempo interessante e com bom custo-benefício não é das tarefas mais fáceis. Muito pelo contrário.

Apesar disso, é exatamente isso o que surgiu aqui. Trata-se de uma sanduicheria, como tantas outras, mas com um pequeno detalhe que faz todo o negócio ser genial: os sanduíches são pequenos.

Antes que você comece a dar gargalhadas ou pense que estou com uma severa deficiência de alguma vitamina no cérebro, aqui vai a explicação: os sanduíches são menores, mas também são bem mais baratos. E mais, aqui há 84 sabores diferentes deles. Ou seja, o grande diferencial da casa é que é possível experimentar vários sanduíches diferentes, inclusive sabores doces, mas sem ficar com o estômago exageradamente cheio nem com o bolso exageradamente vazio.

O pão tem aproximadamente 40 gramas (menor que um pão francês mas maior que uma bisnaguinha). Pedimos o combo Livre Escolha, onde você escolhe 15 sanduíches diferentes pagando 50 reais. Aqui pede-se pelo número do sanduíche e, dentre os sabores que escolhemos, estavam os números 71 (iscas de frango, creamcheese, bacon, alface e molho teriyaki), 75 (carne seca, catupiry e champignon) e 15 (mortadela e pesto de manjericão). Há opções doces também, e um dos que pedimos foi o sanduíche de maçã com canela.


Por mais 50 centavos (por sanduíche) você transforma o sanduíche "normal" num panini. Ele é prensado, e por isso chega à mesa quentinho e tostado. Recomendo estes ao invés do sanduíche "não-panini". Abaixo, o número 82, versão panini: rosbife, provolone, cebola caramelizada e alface.



Há outro ponto bastante interessante: você escolhe os sabores na própria mesa, de forma tranquila, consultando o cardápio e anotando o seu pedido numa comanda. Depois, basta entregar a comanda no caixa e aguardar o pedido chegar à mesa. É bem diferente de muitos restaurantes na região, onde o garçom entrega o cardápio e fica ali parado na sua frente, pressionando-o silenciosamente para que o pedido seja feito o mais rápido possível.



Onde: Av. Brigadeiro Luis Antônio, 1164.
Quanto: cada sanduíche custa de 3 a 5 reais, dependendo do recheio.
Ponto positivo: atendimento, variedade de sabores, custo-benefício.
Ponto negativo: os pães "não-panini" poderiam estar um pouco mais fresquinhos, em termos de crocância; alguns estavam um pouco muchos.
Vale a pena? Muito. Por um valor bastante em conta é possível provar uma variedade grande de sabores.
Site oficial: http://mosaicosanduberia.com.br/

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ilhabela

Para muitos, praia é sinônimo de calor, diversão e muita gente animada. Para outros significa calor infernal, muvuca, e fila em todos os lugares. Eu não sou exatamente o maior fã de todos os tempos da praia, talvez pela lembrança de ter ficado inúmeras ocasiões com queimaduras cruéis devido ao uso insuficiente (ou uso algum) de protetor solar. Entretanto, reconheço que não há nada que substitua colocar os pés na areia, inspirar profundamente e simplesmente contemplar o mar. E considerando que passo o dia me bronzeando na lâmpada fluorescente do escritório, e vou e volto para casa contemplando as paisagens dos túneis do metrô, a praia é realmente um paraíso.

Ao conhecer este bar/restaurante, no mesmo instante lembrei-­me da praia. O mesmo possui um clima bastante litorâneo: móveis rústicos, utilização de madeira nos ambientes e decoração com muitos elementos marítimos.

Aqui você escolhe o prato principal e mais 3 acompanhamentos. Optei pelo filé de coxa e sobrecoxa, acompanhado por arroz, feijão e creme de milho. A salada é cortesia, vem numa quantidade até que bacana, e destaque para a presença de palmito, ainda que pequeno.


Para quem tem as pernas compridas e/ou costuma comer com "as asas abertas" (tradução: gente espaçosa), uma boa notícia: as mesas são bem grandes, então há espaço de sobra para pratos de comida e cotovelos (o seu e o do vizinho) conviverem harmoniosamente.

Onde: Alameda Campinas, 720.
Quanto: filé de coxa e sobrecoxa a R$ 20,00.
Ponto positivo: mesas grandes e ambiente espaçoso.
Ponto negativo: a iluminação do local não é das mais eficientes. Talvez seja proposital, mas a meu ver é sempre interessante saber o que está se comendo.
Vale a pena? Sim, mesmo que a sua intenção não seja lembrar-­se da praia.
Site oficial: www.ilhabelabar.com.br

domingo, 23 de março de 2014

May Pâtissière

Nos últimos anos, uma tendência crescente no mercado de doces foi o surgimento de uma quantidade significativa de lojas vendendo os chamados doces gourmet.

Para quem não sabe, um doce gourmet nada mais é que um doce popular, mas feito com ingredientes frescos e de primeira linha. Além disso, há uma preocupação maior com a questão estética e o uso de técnicas diferenciadas no preparo. Brigadeiro-gourmet, cupcake-gourmet, etc, são bons exemplos.

Os doces gourmet costumam ser mais caros que os doces "comuns", por assim dizer, mas se você achou que eles são os mais caros, cuidado. Há os doces da chamada 'alta gastronomia'. Esta também utiliza ingredientes frescos e de primeira linha, preocupa-se com a questão estética e utiliza técnicas diferenciadas no preparo. Todavia, há uma grande diferença: neste caso, os doces não são populares. Portanto, para saber se o doce é caro gourmet ou não, basta atentar para o nome do mesmo. Não chega a ser uma regra, mas é uma tendência. Se for um nome popular/conhecido (brigadeiro, cupcake, mousse, torta, etc), trata-se de um doce gourmet. Mas se for um nome diferente como 'Ogaden' (what?), ou longo como 'Grand Royal New York Supreme Deluxe Cheesecake', pode sair caro pro bolso. Afinal, se ele foi batizado com esse nome longo e pomposo é porque o criador do mesmo o considera como um filho. E ninguém vai vender um filho a preço de banana, correto?

Cuidado também com os doces com nome francês, como 'Le coquelicot', 'La tarte aux fruits rouges', 'La bomboniére du abajour', 'Le postiche du lingerie', e assim por diante. A chance de serem caros é grande. Uma exceção é o 'Petit gateau', que não é tão caro (mas que também não é francês, como diria um grande amigo franco-nipo-brasileiro).

Aqui nesta loja encontrei uma mistura de doces-gourmet e doces da alta gastronomia. O ambiente é pequeno, mas bem ajeitado. Ah, e os doces são caros.

Experimentei o bolo de manga e coco: levíssimas camadas de pão de ló recheadas com creme de coco e cobertas por mousse de manga. O doce é leve e saboroso, e a combinação de coco e manga foi excelente. Muito bom mesmo.


Experimentei também o Pommes: mousse de chocolate branco recheado com compota de maçã e bolo de canela. Achei que este doce estava apenas "ok". O visual é bacana, elegante e intrigante, mas o sabor não estava tão bom como o bolo de manga e coco.



Onde: Alameda Campinas, 1027.
Quanto:  bolo de manga e coco por R$ 14,00; Pommes por R$ 16,00.
Ponto positivo: qualidade.
Ponto negativo: preço.
Vale a pena? Os doces são bons, mas não sei se isso justifica serem tão caros. Comparo essa situação a lojas que vendem tênis por 600 reais, por exemplo. Tudo bem, o calçado até pode ser bom, com tecnologia de ponta e tal, mas 600 reais? Por acaso o tênis vai correr por você?
Site oficial: http://maypatissiere.com.br/

quinta-feira, 13 de março de 2014

Z-Deli

Quem já foi aos Estados Unidos certamente teve a oportunidade de conhecer uma deli: é uma espécie de padaria / lanchonete / restaurante / loja de conveniência, geralmente aberta 24hs.

Um ótimo exemplo é o Cafe Cranberry, que fica na rua 45. Na ocasião em que estive na cidade, houve dias em que tomei café da manhã, almocei e jantei lá. O cardápio é extremamente vasto, e há inclusive um buffet de comida por kilo, com direito a muita salada e a muitas frutas, algo raro nesta cidade de alimentos tão gordurosos, suculentos e abundantes.

Para quem espera encontrar algo parecido aqui neste estabelecimento, já aviso que definitivamente não é o caso. Trata-se de uma hamburgeria de área útil minúscula, com 1 mesa para duas pessoas, 1 mesa para quatro pessoas, e mais alguns poucos lugares no balcão. Para alguns isso pode até ser considerado charmoso, mas para mim era apenas apertado.

Entretanto, apesar de ser um local pequeno, a qualidade dos lanches é grande. A carne do hamburger é macia e suculenta, e posso afirmar que por pouco não é a melhor que já experimentei. A medalha de ouro continua com o Burger Map, que já citei anteriormente aqui e aqui.

De entrada pedimos a Pastrami Fries: batata frita com pastrami, cheddar e sour cream. Estava muito bom, mas teria sido perfeito se os molhos tivessem vindo à parte.

Este é o sanduíche de língua de boi. Apesar de inusitado, esquisito e até alternativo demais para alguns, é surpreendentemente saboroso. Ah, e a língua vem devidamente fatiada, ao invés de inteira no pão (aí sim teria sido estranho).


De sobremesa pedimos o cheesecake de frutas vermelhas. A fatia é grande, e o cheesecake é leve e saboroso, com uma quantidade bastante generosa de calda.

Onde: Rua Haddock Lobo, 1386.
Quanto: sanduíche de língua de boi por R$ 28,00; cheesecake por R$ 16,00.
Ponto positivo: qualidade dos lanches e da sobremesa.
Ponto negativo: o ambiente, minusculamente diminuto.
Vale a pena? Sim, desde que você não se importe em esperar vários e vários e vários e vários minutos por um lugar.
Site oficial: http://zdeli.blogspot.com.br/

quarta-feira, 5 de março de 2014

BBQ Chicken

Nunca fiz um estudo aprofundado sobre o assunto, mas desconfio que a grande maioria da população (não-vegetariana, obviamente) prefere carne bovina ao invés de carne de frango. Prova disso é que existem centenas e centenas de churrascarias (onde a estrela da vez é a carne bovina), mas em contrapartida não existem muitas "frangarias", por assim dizer. Aqui no Brasil há o Star Chicken, KFC e similares, mas em quantidade infinitamente menor.

Pois bem, eu faço parte desta minoria da população que prefere frango ao invés de carne bovina. Gosto bastante de carne moída e hamburger (pois é, vai ser pobre assim lá longe), mas com exceção destes dois "cortes", acabo sempre optando por frango.

Sempre fui fã daqueles baldes gigantes abarrotados de frango frito (apesar de ter consumido dessa forma apenas umas 2 vezes, no máximo), e aprecio igualmente uma boa sobrecoxa grelhada. Desossada então, fica perfeito.

Por isso, fiquei animado ao saber que havia surgido um restaurante (e não um fast-food) especializado em frango. Aqui há frango em grandes quantidades, e servidos de várias formas diferentes: frito, grelhado, à milanesa, desossado, não-desossado (ou seria "ossado"?), em tiras, etc. Além disso, cada corte acompanha diferentes níveis de pimenta.

Pedimos o Teri-Q Chicken, que é uma porção de coxas de frango empanadas, cobertas por um molho incolor (ou seja, aparentemente inofensivo), mas bastante apimentado.

A foto abaixo é do BBQ Duo: uma combinação de 4 pedaços de Olive Chicken (o frango frito tradicional) e 4 pedaços de Sweet & Spicy Chicken (o vermelho), que estava mais para sweet do que para spicy. Gostei muito desse molho vermelho, foi o meu favorito.


Como acompanhamento, pedimos salada e também um arroz chamado 'pineapple rice'. Achei que viria algum arroz "diferente", temperado com abacaxi, ou contendo uma boa quantidade de abacaxi, mas na realidade era um arroz à grega, comum mesmo, com alguns pouquíssimos pedaços de abacaxi.

Onde: Rua Vergueiro, 2177.
Quanto: BBQ Duo a R$ 44,00.
Ponto positivo: o molho vermelho.
Ponto negativo: o preço.
Vale a pena? Sim, mas lembre-se de que a especialidade do restaurante é frango. Não é arroz, tampouco massas (sim, há também massas no cardápio).
Site oficial: www.bbqchicken.com.br

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Kare House

Há alguns anos, funcionava no prédio do Top Center o CB Curry House, um dos restaurantes mais icônicos da região, cujo fechamento deixou completamente órfãos uma legião de fãs e entusiastas deste famoso prato oriental: o curry (ou simplesmente "karê", para os mais chegados).

A qualidade da comida, o fechamento repentino e misterioso, a busca (sem sucesso) por informações, tudo isso fez com que o restaurante se tornasse uma lenda. Logo após o fechamento, era comum as pessoas colarem bilhetes na porta do estabelecimento (com nome, e-mail, telefone), pedindo para serem avisadas caso o restaurante reabrisse em outro local. Como diria aquela famosa música, daquela famosa dupla sertaneja, daquele famoso comercial de tempero para arroz: "é o amor". Sim, o restaurante era realmente especial.

Anos depois, todos nós (pois é, eu me incluo entre os órfãos) ainda estamos procurando por um restaurante que faça um karê tão bom como aquele, mas até hoje não encontramos. O ambiente, os mangás nas estantes, aquela "jarra" de metal onde vinha o karê... que saudades.

Pois bem, fui conhecer esse novo restaurante, e fui num desses dias de muito calor (ainda estou tentando entender o motivo pelo qual cometi tamanha incoerência).

O karê da casa é o Kare da Okaasan (traduzindo, seria o "karê da mamãe"), que vem com batata, cebola, cenoura e cubos de carne. Há ainda outras versões, como o Tonkatsu (carne de porco), o Kara-ague (coxa e sobrecoxa de frango frito) e o Vegetariano (sim, vem com vegetais). Pedi a versão de kara-ague no tamanho normal (há a opção grande), e com tempero suave (você escolhe entre suave, médio e picante).


O prato veio numa quantidade boa, mas o sabor do karê estava um pouco diferente do que estou acostumado. Tinha um leve gosto de queimado / defumado, mas não considero que tenha sido um "acidente" do cozinheiro. Provavelmente deva ser o tempero característico da casa, obtido pelo tempo em que o curry foi torrado.

Havia também muito mais caldo do que legumes (ou colocando de forma mais direta: quase não havia legumes). Tudo bem que o karê era de frango, mas poderia ter vindo mais do que dois pequenos pedaços de batata e dois minúsculos pedaços de cenoura.

A casa oferece uma mini-sobremesa, e esta sobremesa é realmente mini: são 4 pequenos (muito pequenos) pedaços de melancia. Pouco, mas em compensação, melhor do que nada. E como o nome é "mini-sobremesa", é coerente.

Será que vai chegar o dia em que surgirá um novo restaurante de karê para acalentar os ânimos dos entusiastas do saudoso e original CB Curry House?

Onde: Alameda Campinas, 234.
Quanto: Kara Ague Kare por R$ 25,00
Ponto positivo: tamanho do prato.
Ponto negativo: tempero do karê.
Vale a pena? Até vale, desde que você não venha aqui com a expectativa de encontrar um novo CB Curry House, o que definitivamente não é o caso.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Lanchonete da Cidade

Quando você experimenta um tipo de prato que é muito, mas muito bom, todos os demais similares acabam ficando sem graça.

Isso aconteceu comigo ao ir a uma hamburgeria chamada Burger Map, em Santo André. Já citei-a antes neste outro post, e é uma pena que não fique na região da Paulista. Os hambúrgeres deles são tão suculentos e saborosos que, se fosse aqui perto, eu certamente visitaria o local muito mais vezes, gerando grande lucro para a indústria têxtil, uma vez que todas as minhas roupas ficariam apertadas e teriam que ser substituídas.

Aqui na Lanchonete da Cidade o ambiente é descontraído e o cardápio é bacana. O lanche até que é bom (mas não espetacular), e depois de ter experimentado os hambúrgeres do Burger Map, todos os demais lanches (inclusive os daqui) ficam no "é... ok..." (tradução: o lanche é bom, mas não é um Burger Map)

Experimentei o burger com o nome mais legal do cardápio, Manhattan (sim, que saudades de lá), que vem com queijo da casa, picles e cebola roxa.


De sobremesa pedimos o brownie com sorvete (também conhecido como petit gateau - ao menos aqui no Brasil). Ao invés de vir num prato, como tradicionalmente costuma vir, a sobremesa veio numa taça. Aparentemente havia apenas o sorvete, mas o brownie estava lá, por baixo de tudo. O sorvete era da Diletto, e a gula não permitiu que tivéssemos tempo de tirar foto alguma. Dessa vez ficarei devendo.

Uma curiosidade aqui é com relação aos garçons. Aparentemente o garçom que o atende primeiro é o mesmo que irá atendê-lo durante toda a sua permanência na lanchonete (uma vez que o mesmo se apresenta, dizendo o nome e tal). Entretanto, devidos aos efeitos da famosa e implacável Lei de Murphy, ele nunca está por perto quando você precisa dele. Com isso, você acaba chamando algum outro garçom que está na redondeza. Mas ao fazer isso, este novo garçom o olha como se estivesse tentando se lembrar se você é ou não um clente que ele está atendendo, olha ao redor (em vão) tentando encontrar o garçom "correto" mas, como não o encontra, ele mesmo acaba atendendo-o.

Não sei como funciona o sistema de atendimento / comissão / gorjeta deles, mas achei curiosa essa "marcação de território" que ocorre por lá.

Onde: Alameda Tietê, 110.
Quanto: Manhattan por R$ 28,00.
Ponto positivo: ambiente; sorvetes da Diletto.
Ponto negativo: custo benefício. Pelo tamanho e qualidade dos lanches, os preços poderiam ser um pouco menores.
Vale a pena? Sim, mas para um lanche casual e sem tanta pretensão. Se você quiser um lanche bom mesmo, há outros lugares melhores (como o Burger Map, por exemplo).
Site oficial: www.lanchonetedacidade.com.br

sábado, 23 de novembro de 2013

Jelly Bread

Doces. Ah, estas deliciosas e pecaminosas iguarias.

Como não poderia deixar de ser, sou um grande fã de vários deles. Gosto de desde os doces mais tradicionais, como pudim de leite e pamonha, até os menos populares, como creme brulée e torta de pêra do Dan, passando por mousse de chocolate e cupcakes.

Recentemente conheci um doce que não é tão visualmente chamativo, por assim dizer, que é o mil folhas. O nome já diz tudo: são várias e várias finas camadas de massa folhada, uma em cima da outra. Desconfio que sejam menos de mil camadas, mas não cheguei a contar. Apesar de ser simples no conceito, não é tão trivial na execução. Dizem que fazer um bom mil folhas demanda bastante técnica e paciência.

Pois bem, encontrei este doce neste café / doceria no Shopping Paulista, que tem em sua vitrine doces visualmente muito bem elaborados.

Optei pelo mil folhas de baunilha (havia também o de banana):


Comer o mil folhas de um jeito eficiente é um desafio. Você tem em mãos garfo e faca, mas se tentar cortá-lo ao meio, na vertical, ele certamente vai se desmanchar, com o creme saindo por todos os lados. Em termos de design de interação, que é a minha área, eu poderia dizer que este doce possui pouca usabilidade.

A tática adotada foi comer o doce por fatias, uma a uma, tentando deixar o creme sempre na parte de cima (com exceção da primeira fatia, claro). Funciona.

O doce estava espetacular. A massa estava leve e crocante, e o creme estava muito saboroso, doce na medida certa. Recomendo altamente.

Peguei também um pedaço de bolo de brigadeiro, que estava bastante escuro e parecia muito apetitoso, mas este estava bom apenas no visual. A massa estava pesada demais, e o recheio estava doce demais. Foi uma pena, mas o mil folhas certamente fez valer o dia.

Onde: Rua Treze de Maio, 1947 - Shopping Paulista.
Quanto: mil folhas a R$ 10,90.
Ponto positivo: a apresentação dos doces.
Ponto negativo: o atendimento.
Vale a pena? Sim, mas desde que você não faça muita questão de ser bem atendido.
Site oficial: www.jellybread.com.br

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Delluccio

A cidade de São Paulo é a segunda maior consumidora de pizzas no mundo, perdendo apenas para Nova York, nos Estados Unidos. Há quem diga que as pizzas de lá não são tão boas como as cá (são apenas diferentes, na minha modestíssima opinião), mas o fato é que ambas as cidades são grandes devoradoras dessa genial massa redonda coberta com queijo.

Aqui consome-se pizza praticamente todos os dias, e hoje muitas pizzarias funcionam inclusive às segundas-feiras. Portanto, toda hora é hora de pizza.

Não exatamente.

Se há um momento em que não é tão fácil encontrar pizzas, esse momento é a hora do almoço.

Pois é, são milhares de pizzarias e centenas de sabores: há desde a tradicional mussarela até a super-especial de camarão trufado com creme de amêndoas silvestres defumadas. Todas elas velozmente entregues por motoqueiros motociclistas apressados e muitas vezes inconsequentes. Mas somente no jantar.

Na hora do almoço, é preciso apelar para as redes de fast food, como o Dominos e a Pizza Hut. Com exceção destas, são poucas as opções. Por isso, qual não foi a minha surpresa ao descobrir que havia uma pizzaria que funciona na hora do almoço. E mais: no sistema de rodízio. E mais ainda: com preços bastante módicos.

O estabelecimento é relativamente simples, e não funciona no sistema tradicional de rodízio, onde dezenas de pizzas ficam o tempo todo passando sobre as nossas cabeças e são insistentemente oferecidas, mesmo que já tenhamos vários pedaços no prato.

Aqui, você olha o cardápio, pede a pizza (brotinho, grande ou gigante), e repete o procedimento quantas vezes quiser. Ou seja, é mais parecido com um sistema à la carte (uma vez que só vai chegar à mesa a pizza que fora previamente pedida), mas pagando-se por pessoa.

Mesmo sendo na prática um sistema de rodízio "normal", ter a possibilidade de pedir infinitas pizzas pagando por um preço fixo dá uma certa sensação de poder. Talvez seja assim que astros de rock (ou pagode, afinal estamos no Brasil) se sintam, com a diferença de que eles não devem pagar a conta no final. Que coisa.

As pizzas não são espetaculares (como já é esperado de um rodízio), mas até que dão conta do recado. Pedimos várias, e dentre elas uma chamada "Super-Chicken". Pois é, uma pizza com nome de super-herói semi-voador. É coberta com frango, mussarela e cheddar. O recheio não é exatamente generoso (não mesmo), mas por ser uma pizza "especial" do cardápio, poderia ter vindo mais caprichada. Eu diria que os outros sabores tradicionais (portuguesa, quatro queijos, entre outros) vieram mais caprichados do que essa especial. Vai entender.


De sobremesa pedimos a pizza 1/2 chocolate e 1/2 chocolate com banana. O recheio não era absurdamente abundante, mas como a massa estava quentinha e crocante e o chocolate derretido, foi uma combinação muito boa.



A surpresa foi na hora de pagar a conta. O rodízio é bastante econômico, custa R$16,90 por pessoa, mas a latinha de refrigerante não: sai por R$ 7,00 cada. Portanto, evite ficar com sede.

Onde: Rua Batataes, 282.
Quanto: rodízio a R$16,90 por pessoa (às segundas e terças custa R$14,90 por pessoa), latinha de refrigerante a R$7,00.
Ponto positivo: preço do rodízio.
Ponto negativo: preço das bebidas.
Vale a pena? Sim, principalmente porque não é muito comum encontrar pizzas na hora do almoço, muito menos em sistema de rodízio.
Site oficial: www.delluccio.com.br

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Casinha Mineira

Este restaurante faz jus ao nome: é uma casa pequena, com comida mineira. É também o primeiro restaurante mineiro à la carte que vou na região, uma vez que os restaurantes de comida mineira visitados anteriormente eram ou por kilo ou no esquema de rodízio. E como um bom fã da culinária mineira, visitar novos restaurantes mineiros em sistemas "inéditos" é sempre uma novidade agradável para mim.

Apesar de possuir dois andares, o estabelecimento é estreito, por isso o espaço entre as mesas é também um pouco estreito. Apesar disso, o local é bem iluminado e a decoração é bacana. As mesas e cadeiras são de madeira, no estilo rústico, e achei que as cadeiras poderiam ser um pouco mais confortáveis. Ficar muito tempo sentado ali faz com que fiquemos com a retaguarda quadrada.

Achei o cardápio bastante interessante: de tamanho adequado, fácil de manusear, organizado e com as respectivas descrições de modo claro e objetivo. Taí um detalhe com que poucos restaurantes se preocupam, mas que foi muito bem resolvido aqui.

O ambiente é um pouco barulhento, sendo os próprios clientes os responsáveis pela conversa em voz excessivamente alta. O critério que utilizo para julgar se um restaurante é barulhento ou não é a facilidade (ou não) com que consigo conversar com os colegas da minha mesa. Aqui, precisei levantar a voz mais do que o normal para ser ouvido.

Falando nisso, ao longo dos anos percebi que o volume das conversas é determinado mais pelo tipo de público do restaurante (mais educado ou menos educado, mas em termos de educação em casa mesmo), ao invés de ser algo de responsabilidade do restaurante, salvo nos casos em que há algum fator "externo", como TV em volume alto ou outros fatores, como por exemplo ter um estacionamento de motos bem em frente ao local.

De qualquer forma, vamos ao que realmente interessa: a comida. De entrada, pedimos uma porção de pastéis de angu com queijo.


Ao chegarem à mesa, confesso que fiquei um pouco decepcionado com o tamanho dos mesmos. Não fiquei esperando que tivessem o tamanho de pastéis de feira, por exemplo, mas imaginei algo do tamanho de metade de uma caixinha de CD. Mas eles eram ainda menores, e por um momento até achei que fossem risoles, e que haviam sido entregues na mesa errada.

Apesar do tamanho diminuto, o sabor estava bom. Os pastéis chegaram quentinhos, a massa estava boa, e o recheio de queijo estava completamente derretido.

Há molho caseiro de pimenta disponível nas mesas, e achei o mesmo bastante suave e agradável ao paladar. Havia também outros molhos com outros tipos de pimenta, mas imagino que estes precisariam ser solicitados aos garçons.

De prato principal havia várias opções, juntamente com seus respectivos nomes inusitados: Sonho Caipira, Mexe-Mexe Mineiro, Esquadrão da Obra, Trem Bão e Boi Ralado, entre outros. Optei pelo Boi Ralado: arroz, feijão, carne moída e fritas.




Todos os pratos vêm dentro de pequenas travessas de barro, habilmente carregadas pelos garçons. A comida estava saborosa, veio numa quantidade mineira (ou seja, muito boa, pelo menos para mim), e o tempero não estava excessivamente salgado, o que considero um ponto positivo.

Tenho certeza que as sobremesas eram generosamente saborosas e açucaradas, mas naquele momento não havia mais espaço interno disponível para acolhê-los. Fica para uma próxima.

Onde: Rua São Carlos do Pinhal, 445.
Quanto: Porção de pastéis de angu com queijo a R$15,00. Boi ralado a R$19,00.
Ponto positivo: qualidade da comida.
Ponto negativo: ambiente um pouco apertado e barulhento; os pratos demoram para chegar à mesa (no nosso caso, levaram intermináveis 28 minutos - o que não é pouco, principalmente quando estamos com fome).
Vale a pena? Sim, mas desde que você esteja com tempo disponível. Apesar disso é um bom custo-benefício, principalmente considerando a região. Há outros pratos, mais caros, mas de forma geral é possível comer bem pagando um preço coerente.
Site oficial: http://www.casinhamineira.com/

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Al Maza

O restaurante autodenomina-se "cozinha mediterrânea". Não conheço (ou pelo menos não conhecia) a culinária mediterrânea, e não achava que a mesma fosse tão parecida com a culinária árabe. De qualquer forma, ignorâncias minhas à parte, como aprecio a culinária árabe, vim conferir o local.

A casa funciona no sistema buffet à vontade, mas apenas das 11:30hs às 14:30hs. A partir das 14:30hs, somente no sistema à la carte.

A variedade não é tão grande, mas os pratos são bem-feitos e a qualidade é boa. Destaque para a esfiha fechada de queijo, o charuto de folha de uva e o babaganoush. Em alguns restaurantes, o babaganoush tem um leve sabor defumado. Aqui não foi o caso, e achei isso muito bom, já que gosto mais desta versão não-defumada.


Para os chocólatras de plantão, no buffet havia também esfihas de chocolate. Um ponto interessante com relação ao mesmo foi a qualidade do chocolate utilizado. Não parecia ser daqueles chocolates em pó derretidos, que são comumente utilizados em restaurantes onde come-se à vontade, o que foi uma surpresa positiva.

No buffet havia também algumas frutas (melancia, melão, abacaxi - todas bem doces), e estava inclusa também uma sobremesa à parte: gelatina, torta de chocolate ou doce de queijo. Pedi este último, imaginando que viria algum tipo de cheesecake. Para a minha surpresa, o doce tinha de fato bastante queijo (e era queijo mesmo, em sua forma tradicional), e a mistura do queijo, salgado, com o restante da torta, doce, resultou numa combinação bastante interessante.



Onde: Alameda Santos, 843.
Quanto: buffet à vontade por R$ 29,50 por pessoa.
Ponto positivo: qualidade da comida; comanda individual.
Ponto negativo: os garçons apressam-se mais do que o normal para retirar os pratos da mesa.
Vale a pena? Sim, a comida é boa e a quantidade também.
Site oficial: http://www.almaza.com.br/

domingo, 21 de abril de 2013

Caffe & Chocolá

Quem já tirou o dente do siso sabe que trata-se de um procedimento pouco agradável, cuja recuperação é lenta e tediosa do ponto de vista gastronômico. Você não consegue mastigar direito (ou simplesmente não consegue mastigar de jeito nenhum), e a alimentação é à base de líquidos e cremes. Eu já tirei os quatro dentes do siso e, naquela época, tomei muito sorvete, além de ingerir muitos iogurtes, sopas, caldos e purês. No começo é até divertido, afinal não é sempre que podemos almoçar e jantar sorvete. Entretanto, chega um momento em que começamos a ter sonhos com fantásticos sanduíches de pernil (no pão francês), torremos crocantes e suculentos cortes de picanha ao alho.

De qualquer forma, sonhos à parte, a recuperação é inevitável, e logo voltamos felizes à nossa dieta à base de alimentos crocantes e fibrosos.

Vim a este estabelecimento justamente para fazer companhia a um amigo meu, que havia acabado de extrair 2 dentes do siso. O local serve sopas, o que faz com que seja um restaurante amigo de quem extrai dentes e também usa aparelho ortodôntico.

A casa é pequena, mas o ambiente é tranquilo e agradável. O lugar está mais para um café do que para um restaurante, e o ponto forte, logicamente, são os cafés. Apesar disso, há também salgados (quiches, esfihas, tortas) e refeições.

Pedi uma "panqueca quente de frango ao molho pomodoro" (sim, está escrito no cardápio, e por isso imagino que devam servir também panquecas frias). São duas panquecas de frango, cobertas com molho de tomate e queijo.


Achei o frango um pouco seco, e também achei que as panquecas estavam excessivamente salgadas, mas as torradas (cortesia da casa) estavam leves e crocantes.

Na vitrine havia quiches e tortas bastante convidativas mas, a exemplo da panqueca, achei o preço também salgado demais.

Onde: Rua Pamplona, 932.
Quanto: Par de panquecas por R$ 15,00, salgados na faixa de R$ 6,60.
Ponto positivo: atendimento, ambiente.
Ponto negativo: custo-benefício.
Vale a pena? Para quem acabou de extrair o siso ou acabou de apertar o aparelho, sim.

domingo, 24 de março de 2013

Burger Lab (e não Burger Map - infelizmente)

No município de Santo André há uma das melhores hamburgerias que já conheci, o Burger MapA proposta da casa é servir lanches norte-americanos, com a decoração seguindo esse mesmo conceito. Para poder abrir essa hamburgeria, um dos proprietários viajou pelos quatro cantos dos Estados Unidos, a fim de conhecer os lanches típicos de cada região. Ele voltou depois de 2 meses, e montou o cardápio da casa em formato de mapa, onde constam os lanches mais famosos de várias regiões do país.

Dentre os que eu experimentei estão o Royal Pastrami Burger (hamburger com pastrami - sensacional!), o Butter Burger (hamburger com manteiga, servido numa poça de manteiga derretida - saborosíssimo!) e o Juicy Lucy (um suculento hamburger recheado de queijo, que também pode ser encontrado no St Louis). Os lanches do Burger Map são tão bons, que até os mais inusitados são saborosos. Eu achava que o hamburger com abacaxi ao molho teriyaki seria estranho, mas não é que é gostoso? Meu amigo TK, do blog Viagem de Temperos, experimentou o hamburger com pasta de amendoim, e também gostou bastante!

Os lanches não são gigantescos, mas o conjunto da obra é de muita qualidade. Se você não liga tanto para quantidade mas valoriza a qualidade, aqui é um lugar onde vale a pena visitar! Os acompanhamentos também são igualmente bons, com destaque para a House Fries (a batata da casa), Buffalo Wings e o Chili con Carne. Recomendo altamente!

Mas por que cargas d'água eu estou falando do Burger Map, quando a lanchonete em questão (e que leva o título deste post) é o Burger Lab? Simples: por causa do susto. Quando comentaram comigo que havia uma nova hamburgeria na região, chamada "Burger Map, Lap, Lab, ou alguma coisa assim", logo me assustei, achando que seria uma filial do famoso hamburger de Santo André. Ledo engano.

Mesmo assim, fui conferir. A lanchonete fica na praça de alimentação do Top Center, e pedi o combo classic, que permite escolher entre um tipo de carne, um tipo de queijo, 4 toppings (não, não é uma pizza), porção de fritas e uma bebida. Escolhi o hamburger bovino (havia também de calabresa, de frango, etc), queijo prato, rúcula, cebolas agridoces ao azeite, maionese tradicional e maionese ichimi - essa última é a maionese da casa, que lembrava muito um molho tártaro. Havia também maionese de wasabi e, apesar de gostar muito de wasabi, achei que não combinaria com o resto do lanche.



O lanche não era muito grande, mas para mim estava num tamanho satisfatório. Gostei muito das opções de topping, pois coincidentemente havia vários ingredientes que eu gosto num lanche.

Pedimos também a batata belga que, segundo o atendente, vem da Bélgica (!), e é humildemente anunciada como a melhor batata do mundo. Apesar disso, o gosto era de uma batata frita tradicional mesmo, não notei nada de muito espetacular. 

Onde: Av. Paulista, 854 - loja 84 (piso superior). 
Quanto: combo classic (burger, queijo, 4 toppings, porção de fritas e bebida) por R$ 23,90.
Ponto positivo: boas opções de toppings.
Ponto negativo: ambiente (fica na praça de alimentação do shopping, o que significa lotação máxima na hora do almoço).
Vale a pena? Vale pelos toppings (para mim, logicamente). Se você é daqueles que come bastante, talvez passe fome depois.
Site oficial: www.burgerlab.com.br

sábado, 9 de março de 2013

Adeo Cuisine

Aqui funcionava uma filial (ou seria um "puxadinho" mesmo?) do restaurante ao lado, Salmão & Cia. Apesar da fachada ser diferente, ambos os restaurantes tinham um cardápio parecidíssimo, decoração muito semelhante e garçons com uniformes idênticos.

Hoje, aparentemente os restaurantes têm proprietários diferentes, não tendo mais relação alguma entre si (também aparentemente).

O ambiente é bacana, e os garçons anotam os pedidos através de dispositivos eletrônicos que carregam em seus pulsos. Na hora lembrei-me daquele antigo desenho animado, Space Ghost. Aliás, é importante salientar que eu me lembro deste desenho apenas vagamente, pois na época eu era um bebê muito pequeno =)

Mas enfim, braceletes que soltam raios à parte, pedi um dos pratos do dia: salmão ao molho de maracujá, acompanhado de arroz branco e purê de mandioquinha.


O salmão estava grelhado na medida certa, e a quantidade de molho de maracujá estava adequada também. O prato do dia (somente ele) acompanha um buffet de saladas, bastante simples mas suficiente.

Onde: Alameda Jaú, 1203. 
Quanto: salmão ao molho de maracujá por R$ 21,60.
Ponto positivo: ambiente.
Ponto negativo: o garçom que nos atendeu falava alto demais, num volume maior que o necessário, causando um leve desconforto nas pessoas da mesa.
Vale a pena? Sim, desde que seja o prato do dia, que é mais barato que os pratos à la carte e inclui buffet de saladas.
Site oficialwww.adeocuisine.com.br

domingo, 27 de janeiro de 2013

Desfrutti

O grande chamariz deste restaurante é a comida saudável. A casa possui várias opções de wraps (que são aquelas massas fininhas enroladas com carne, queijo e legumes, entre outros), crepes e saladas, além de sanduíches naturais e algumas massas e grelhados.

Dentre as opções de bebida, há os sucos tradicionais (de R$ 5,90 a R$ 6,90 cada) e também as combinações de frutas, chamados aqui de sucos terapêuticos (R$ 7,90 cada). Os nomes dos mesmos são, no mínimo, curiosos: antissinusite (hortelã, água de coco, gengibre e mel), anti-TPM (banana,água de coco e mel) e termogênico (melancia, gengibre, chá vermelho e chá de hibisco), entre outros.

No cardápio não havia refrigerante, mas para mim não fez diferença, pois não costumo pedir bebida durante as refeições (o que acabou me ajudando também na contenção de gastos). Aliás, além da comida, o preço das bebidas nos restaurantes é um caso à parte. Valeria mais a pena levar a sua própria tubaína de casa, desde que você não se importe em passar vergonha ou ser olhado com desdém pelo garçom (mas não, eu não costumo fazer isso).

Como prato principal, optei por um crepe de shitake, shimeji, champignon e mussarela. Ele vem devidamente dobrado, num tamanho não tão grande (eu diria que por volta de 350g), e ainda acompanha uma pequena salada.


A casa é de comida saudável, mas possui sobremesas deliciosamente açucaradas, que vão completamente contra esse princípio.

Pedimos, entre outros, a Taça Verão (frutas picadas, mix de cereais e sorvete de creme, com leve toque de mel), e também o crepe de nutella (com morango e sorvete).



Saudável? Parcialmente.

Saboroso? Completamente.

Onde: Rua Peixoto Gomide, 988.
Quanto: crepes salgados de R$19,90 a R$ 24,90.
Ponto positivo: ambiente e qualidade da comida.
Ponto negativo: tamanho do crepe.
Vale a pena? Para quem quer uma comida saudável sem se importar em pagar um pouco a mais por isso, sim. Mas se você é daqueles que come muito, talvez a conta fique salgada.
Site oficial: www.desfrutti.com.br

domingo, 18 de novembro de 2012

Breno's

Conheci este restaurante através de um site de compras coletivas.

Comprando pela promoção, o galeto de frango com arroz e fritas para quatro pessoas saía por R$44,90. O preço era bom e, apesar de não ter experiências inesquecíveis, digamos assim, indo em restaurantes com este tipo de voucher, fui lá experimentar.

O que pude notar é que, quando você vai em um restaurante com voucher adquirido em sites de compras coletivas, o atendimento não costuma ser lá essas coisas; os garçons nos tratam como se estivéssemos roubando alguma coisa. Se pensarmos bem, essa atitude é deveras incoerente, pois foi o próprio estabelecimento que comercializou o prato neste valor. Portanto, se há alguém para quem o garçom deve olhar feio, é justamente para o proprietário do próprio estabelecimento.

Aqui isto não aconteceu; o atendimento não foi ruim, mas também não foi espetacular. As porções de arroz e fritas vieram numa quantidade regular. Já o galeto era grande, veio em duas travessas generosas, senti falta apenas da sobrecoxa. Mas por esse valor, creio que acabamos pegando frangos que provavelmente nasceram sem as sobrecoxas.


De qualquer forma, a quantidade e qualidade estavam satisfatórias, e acredito que o objetivo do estabelecimento, de trazer novos clientes que não viriam numa situação normal, foi alcançado. 

Onde: Rua Haddock Lobo, 203. 
Quanto: galeto com arroz e fritas para quatro pessoas a R$ 44,90 na promoção.
Ponto positivo: galeto em grandes quantidades.
Ponto negativo: uma das janelas do andar superior estava coberta com plástico e fita adesiva; um dos talheres estava sujo e manchado.
Vale a pena? Com o desconto, vale a pena. Sem ele, tenho minhas dúvidas.

domingo, 4 de novembro de 2012

Tio Chico

Localizado quase ao lado do Menta Café, este restaurante funciona no mesmo sistema do estabelecimento vizinho: comida à la carte num ambiente externo, suscetível a pombas e intempéries climáticas. Como o dia estava agradável, o ambiente externo não foi um fator negativo (com exceção da presença das pombas passeando debaixo das mesas).

Pedi o frango grelhado com creme de milho, que acompanhava arroz e polenta frita. O frango estava um pouco duro e fibroso, parecia que era do dia anterior e havia sido reaquecido. A polenta estava bem crocante, apesar de bastante gordurosa.


Uma curiosidade deste restaurante é com relação ao nome. Na placa de entrada está escrito "Tio Chico", no cardápio o nome do estabelecimento é "Dona Graça", e no cartão de visitas que pedi aparece como "Sand 9 Lancheteria". Pois é, vai entender.

Onde: Av. Paulista, 1482.
Quanto: frango grelhado a R$16,00.
Ponto positivo: prato relativamente bem servido.
Ponto negativo: ambiente, qualidade da comida.
Vale a pena? Sim, desde que você dê mais importância à quantidade do que à qualidade.

sábado, 20 de outubro de 2012

Feijão do Antônio

Este é o restaurante que abriu onde antes funcionava o Brasileiríssimo.

Fomos no segundo dia de funcionamento, e o local ainda estava tranquilo, por assim dizer. Aqui é possível escolher entre um prato principal e mais quatro acompanhamentos. Dentre os pratos principais havia os tradicionais, como contra-filet, filet de frango, calabresa e omelete, além de outros menos comuns, como hamburger e sardinha, entre outros. 

Dentre os acompanhamentos disponíveis havia arroz, feijão, fritas, salada, banana à milanesa, ovo, acebolado (é uma porção de fatias de cebola frita, para a minha alegria), creme de milho e purê de batata, entre outros.

Pedi hamburger com arroz, feijão, purê e acebolado. Ao chegar o prato, fiquei surpreso com a quantidade, bastante generosa (o feijão vem separadamente).


Este é o omelete, e reparem no tamanho da criança (na foto, não aparecem os acompanhamentos - feijão, salada e fruta):



A sobremesa é cortesia, e hoje havia curau de milho, também numa porção generosa.

Onde: Av. Paulista, 1499 - Loja 52
Quanto: hamburger mais quatro acompanhamentos a R$15,00.
Ponto positivo: quantidade de comida, simpatia do proprietário e o relógio de ovo frito na parede (sim, tem um relógio de formato bastante interessante pendurado na parede).
Ponto negativo: como o restaurante ainda está começando, pode ocorrer de os garçons ficarem na dúvida quanto à forma de preparo de algum prato. Não chega a ser um ponto negativo, e acredito que com o tempo isso se resolva, mas fica aí o comentário.
Vale a pena? Sim, principalmente para as pessoas que necessitam de grandes quantidades de comida para ficarem satisfeitas.