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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Pub Kei

Há tempos eu estava querendo conhecer esse restaurante, localizado no piso superior do Top Center.

Chegamos no "horário de pico" do almoço e, apesar de haver algumas pessoas na fila, não esperamos muito para conseguir uma mesa. A fila fica organizada do lado de fora, e constantemente um funcionário fica de olho para ir acomodando os clientes, de forma bem ágil, à medida que as mesas vão sendo desocupadas.

O restaurante possui dois ambientes principais: um deles com mesas e cadeiras, e outro com mesas e pequenas poltronas, que foi onde ficamos. As poltronas eram confortáveis, mas tinham um defeito: não eram cadeiras. Pois é, acredito que uma poltrona seja feita para descansar, assistir TV, ler uma revista. Para fazer uma refeição à mesa, acredito que a cadeira seja um objeto mais apropriado.

Depois descobri que, no jantar, o espaço vira uma espécie de "salão de karaokê", onde as pessoas comem petiscos, ingerem bebidas à base de álcool e exteriorizam o seu talento musical (ou algo próximo disso). Portanto, nesse caso as poltronas até que fazem sentido.

Voltando ao nosso almoço: os pratos chegaram de forma rápida e, tão importante quanto isso, chegaram todos juntos à nossa mesa. Nos restaurantes que costumo frequentar na hora do almoço, é comum os pratos da mesa chegarem em momentos diferentes, obrigando-nos a ficar assistindo o nosso colega atacar o prato, ou então a ficarmos sem graça, comendo devagar, esperando o prato do colega chegar à mesa. Mas aqui o timing foi perfeito.

Mas enfim, voltando novamente ao almoço: a especialidade da casa é teishoku, mas há também curry (ou karê, para os mais íntimos), yakisoba, udon e lamen. O prato do dia era teishoku de frutos do mar:


Eu pedi o teishoku de korokke (croquete de batata com carne moída), que acompanha arroz, missoshiru, e uma pequena porção de pepino e espinafre, ambos em conserva. De sobremesa, pedaços de melancia.



O croquete estava simplesmente espetacular. A "casquinha" era grossa, bastante crocante por fora, e estava macio e suculento por dentro. Muito bom mesmo, um dos melhores que já comi (melhor inclusive que os do Bueno, e olha que os croquetes de lá também são ótimos). Destaque também para o molho da salada, que parecia ser feito à base de missô (pasta de soja) e gergelim, bastante saboroso.



Pedimos também yakisoba, que veio personalizado: sem cebola e sem pimentão, exatamente de acordo com o que um dos colegas havia pedido.

Onde: Av. Paulista, 854 (Top Center) - piso superior.
Quanto: teishoku de korokke por R$ 36,00; teishoku de frutos do mar por R$ 52,00.
Ponto positivo: qualidade da comida; atendimento; agilidade na chegada dos pratos.
Ponto negativo: as poltronas são um pouco desonfortáveis para uma refeição à mesa.
Vale a pena? Os preços não são muito populares, por assim dizer, mas a qualidade é muito boa. Pra ir de vez em quando, certamente compensa.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Booz

Aberto há cerca de seis meses, este restaurante japonês com nome não-japonês fica na Al. Santos, quase na esquina com a Al. Casa Branca.

A casa oferece rodízio e também pratos à la carte. Na hora do almoço o rodízio completo custa R$ 39,90, e o rodízio executivo (com quantidade limitada de fatias de sashimi) sai por R$ 33,90.

Optei pelo yakisoba simples, que acompanhava pasteizinhos de salmão com cream-chesse.





Os pastéis estavam bons, mesmo eu achando que poderia ter mais recheio. O macarrão não era do tipo específico para yakisoba, era do tipo espaguete, e depois descobri o motivo: o restaurante oferece também massas tradicionais italianas, como ravioli e lasanha. Então, provavelmente estariam usando do mesmo tipo de massa.

Em relação à quantidade, achei que veio numa porção econômica demais. Como não costumo comer bastante, para mim até que foi suficiente, mas para quem come bem, talvez seja preciso pedir mais algum outro prato.

Apesar de estar relativamente vazio, houve uma certa confusão para que os pedidos chegassem às mesas corretas, e esta mesma confusão também ocorreu na hora de fechar a conta.

Imagino que esses contratempos sejam devido ao fato de o restaurante estar funcionando há relativamente pouco tempo, e acredito que um treinamento adequado possa resolver a situação (assim espero).

Onde: Alameda Santos, 1518
Quanto: yakisoba simples por R$19,90, rodízio completo por R$39,90, rodízio executivo por R$33,90.
Ponto positivo: apesar de um pouco confusos, os funcionários são simpáticos.
Ponto negativo: porções pequenas demais.
Vale a pena? Se você come bastante, acredito que o rodízio seja a melhor opção.

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*** Update ***

Após 1 ano, retornei ao restaurante, e sinceramente não senti que houve melhora nos pontos que estavam deixando a desejar.

Logo ao chegar, fomos informados de que a casa não estava aceitando nenhum tipo de cartão. Era dinheiro ou dinheiro.

Como hoje o dia estava absurdamente frio, optamos por almoçar ali mesmo e pagar em dinheiro.

O chá, que costuma ser cortesia nos bons restaurantes japoneses, aqui foi cobrado. R$ 2,10.

É preciso ter muito cuidado ao servir-se de sashimi. Cada fatia é cobrada à parte, a um valor de R$ 0,95 cada. Ao pesar o prato, o atendente conta a quantidade de fatias, e soma ao valor do prato. Entretanto, ao fazer isso, o restaurante está cobrando em dobro: o próprio peso do sashimi, que está no prato, mais o seu valor individual. Portanto, muita atenção ao pegar sashimi.

Outra informação relevante: o valor do kilo passou para R$ 49,90.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Yakitori Mizusaka

Localizado bem ao lado do Sushigen, este é um restaurante tipicamente japonês. Lugar simples, sem muito luxo e com um comprido balcão. Atrás dele, garrafas de sakê, todo o cardápio pendurado (em japonês) e muitos objetos ornamentais. Numa das paredes, uma pequena mas moderna TV transmite uma programação inteiramente em japonês.

A especialidade da casa (que deduzi pelo cardápio e também pela descrição do estabelecimento - yakitori) são os espetos, mas eles são servidos somente no jantar. No almoço, apenas pratos executivos. Mas não são poucas as opções.

Há as carnes tradicionais (anchova, atum, salmão, frango, etc), mas há também inúmeras outras opções, algumas delas nem tão comuns: oyako-don, curry, shumai, gyu-don e sanma. Este último eu havia experimentado num outro restaurante, o Ginza, mas não gostei muito. Apesar de gostar de peixe, achei que este tinha um sabor muito forte, pelo menos muito mais do que estou acostumado. De qualquer forma, desta vez acabei pedindo o salmão, e não me arrependi: era um filé de tamanho generoso, bem grelhado, acompanhado de uma porção de nabo ralado. Na foto abaixo não dá para ter ideia exata do tamanho, mas eu diria que este pedaço de salmão tinha cerca de 20 a 25 cm de comprimento. Era generoso mesmo.


Como outros acompanhamentos, havia arroz branco (em grande quantidade), missoshiru (sopa de soja, que estava muito boa), salada (alface, pepino, tomate e bolinho de queijo - sim, havia um em cima da salada, muito bom por sinal), além de algumas fatias de sashimi. De sobremesa, pedaços de melão (muito doce também).


Apesar de não ser um ambiente de luxo, por assim dizer, achei que a quantidade de comida foi muito boa. Os pratos custam entre 20 e 30 reais, e pela qualidade e variedade, acabou sendo um bom custo benefício. Vale lembrar que, além do balcão, há também mesas no piso superior.

Onde: Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 2367 - Loja 15
Quanto: executivo de salmão a R$ 26,00.
Ponto positivo: a casa não cobra o serviço de 10%.
Ponto negativo: não há espetos na hora do almoço.
Vale a pena? Sim, apesar de simples, todos os pratos estavam bastante saborosos.

sábado, 2 de junho de 2012

Bentô

Em dias de muita chuva, muito calor ou muito trabalho (ou simplesmente muita preguiça), ao invés de irmos até a comida, temos vontade de que a comida venha até nós.

Nessas ocasiões, pode-se optar pelos serviços de entrega de comida, os tradicionais delivery.

Entretanto, já não aconteceu de às vezes dar vontade de almoçar uma boa e velha marmita? Existe uma que é bastante tradicional na culinária japonesa, o bentô.

O bentô nada mais é que uma grande marmita, que vem dentro de uma bandeja de isopor e é coberta com um filme plástico transparente.



Pode ser encontrado em diferentes tamanhos (e preços), mas o conteúdo básico é geralmente o mesmo: oniguiri (bolinho de arroz), sushi, omelete, legumes e uma carne. Nos mais caros pode-se encontrar até sashimi.



Este é um do tipo simples, onde há bolinhos de arroz, sushis variados, uma fatia de frango empanado, uma fatia de salmão grelhado, uma fina fatia de omelete, pedaços de abóbora e batata, além de um pequeno pedaço de pepino em conserva.

Repare que um dos hossomakis (são os sushis mais finos) parece ser de salmão, mas na verdade é de cenoura. Perspicaz, não?

De qualquer forma, para quem está sem tempo (ou sem ânimo para sair pra almoçar), tá aí mais uma opção.

Comprei este numa lojinha de produtos japoneses, próximo à saída do metrô Brigadeiro. Fica na Av. Paulista, 523.

O Bistrô Kazu também fornece bentô, mas achei que o serviço deixou muito a desejar. Se puder, evite.

Update: recentemente estive no Japão, e lá encontrei uma variedade absurda de bentôs, de diferentes tamanhos e conteúdos, além da apresentação impecável. Publicarei as fotos aos poucos, numa série especial de posts sobre a gastronomia no país.

domingo, 8 de abril de 2012

Sushiguen

Este restaurante japonês fica escondido dentro de uma galeria, quase na esquina entre a Paulista e a Brigadeiro.

Quando fui visitá-lo, a convite de um amigo, achei que encontraria um ambiente bem simples, quase no estilo do saudoso restaurante da japonesa que grita (atual Waka House). Ou seja, um lugar igualmente underground, no melhor estilo Blade Runner .

Entretanto, chegando lá, fui surpreendido pelo ambiente agradável e bem iluminado. Logo ao adentrar o ambiente, a atendente nos recepcionou falando em japonês. Apesar de estar com o idioma enferrujado, consegui entender o que ela estava dizendo, perguntando para quantas pessoas seria a mesa, e se aceitávamos tomar chá. Eram frases pra lá de básicas, mas naquela hora percebi que já estava mais do que na hora de voltar a estudar o idioma. E mesmo apesar de falar razoavelmente bem o inglês, há momentos em que isto não ajuda muito.

Como achei que o restaurante seria mais simples, pensei o mesmo em relação ao preço. Ao abrir o cardápio, os valores também eram um pouco maiores do que eu esperava encontrar. Mas como estes restaurantes escondidos e bem tradicionais costumam ter as melhores comidas, o valor não foi problema.

Pedi o teishoku de atum no sal. Um pedaço generoso de atum grelhado, acompanhado por uma tigela de arroz, missoshiru, salada, e dois pedaços pequenos de berinjela empanada, bastante saborosas. Havia também a opção de pedir o atum ao molho agridoce, mas resolvi experimentá-lo na versão mais tradicional mesmo.



Fiquei surpreso com a quantidade de missô (pasta de soja) utilizado no prato. De entrada, uma pequena porção de tofu (queijo de soja). A salada, temperada com missô. A berinjela empanada trazia em cima um molho de missô, e ainda havia uma tigela de missosshiru (a sopa do missô). Foi um festival de missô, mas ainda bem que eu gosto bastante deste ingrediente. Então, se você também gosta, este é o local.

Como som ambiente, versões instrumentais de enka, que é a famosa MPJ - Música Popular Japonesa.

A casa fica bem no meio de outros dois restaurantes japoneses, e estes sim possuem a aparência mais "Blade Runner". Certamente irei visitá-los também.

Onde: Rua Manoel da Nóbrega, 76 - Loja 13/14
Quanto: teishoku de atum no sal a R$27,00. 10% opcional, a serem pagos numa caixinha de papelão bem ao lado do caixa.
Ponto positivo: comida japonesa tradicional, ambiente agradável.
Ponto negativo: não visitei o andar superior, mas a casa não aparenta ter muitas mesas, o que pode gerar longas esperas nos horários de pico.
Vale a pena? Sim, pra quem gosta de comida japonesa bem tradicional. E pra quem gosta de missô também.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Shintori

Depois de anos passando em frente sem ter coragem de entrar (por causa dos preços), eis que finalmente visitei este famoso restaurante japonês.

Tal ato inédito só foi possível graças ao cardápio existente em frente ao restaurante, colocado bem ao lado da calçada. Neste cardápio, o teppan de frango saía por 34 reais. Não é barato, mas até que não achei caro para um restaurante de tamanha fama.

Entrando no restaurante, a garçonete (vestida com kimono - o traje típico japonês) perguntou se gostaríamos de nos sentar no setor de sashimi ou no de grelhados. Como eu sabia de antemão que o setor dos grelhados era aquele em que o cozinheiro fica bem na sua frente, preparando os grelhados (e cujo preço seria bem maior do que o prato que eu tinha em mente), optei por ficar junto da turma do sashimi.

Ao nos deslocarmos para este setor, percebi que o restaurante era realmente grande. Passamos pelo bar (cuja área é maior que o meu apartamento) e chegamos no salão, através de largos corredores. Um ambiente bastante agradável, com pé direito alto, piso de carpete e vista para um belo e bucólico jardim.

Ao consultar o restante do cardápio, dentre toda a lista de pratos (todos caros), encontrei um que me pareceu bastante interessante: yaki-udon de carne e frango. Este prato nada mais é que um macarrão grelhado (palavras do próprio garçom), misturado com legumes, vegetais, carne e frango.

Seria mais ou menos um yakisoba (feito com macarrão de udon), mas sem aquele molho todo.

Numa outra oportunidade vou contar a história do macarrão frito, mas basicamente eu gosto do macarrão do yakisoba bem frito e crocante (eu diria até quase queimado). E por causa do nome deste prato, yaki-udon (yaki = "na chapa"), achei que o macarrão deste prato tinha potencial para ter estas características crocantes. Logo, foi o prato que pedi.



Bem, o macarrão não estava bem frito nem crocante (tampouco queimado), mas acredito que nem era o intuito do prato. Além do mais, deixar o macarrão de udon (cuja "natureza" é estar mergulhado no caldo) com estas características não deva ser uma missão das mais fáceis.

De qualquer forma, gostei do prato e considero que veio numa quantidade muito boa. A única ressalva é que a carne poderia estar cortada em pedaços um pouco maiores. Se estivessem um pouco menores eu diria que já seria uma carne moída.

De sobremesa, pedi o ginger brulée, que é um creme chique com gengibre. Estava bastante cremoso e coberto por uma fina camada de gengibre caramelizado. Muito bom.



Um detalhe curioso que observei foi o cabo dos talheres de sobremesa. Ao invés de serem no formato tradicional, tinham a seção transversal circular, o que dava mais conforto do ponto de vista da ergonomia. É apenas um mero detalhe, mas acredito que um bom restaurante se constrói justamente através destes pequenos detalhes.

Onde: Alameda Campinas, 600.
Quanto: Yaki-udon a R$39,00; Ginger brulée a R$17,00.
Ponto positivo: ambiente.
Ponto negativo: pelo preço que se paga, os garçons e garçonetes poderiam ser um pouco mais simpáticos.
Vale a pena? Sim, desde que preço não seja problema.
Site oficial: www.shintori.com.br

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Bueno

Este restaurante de comida japonesa abriu há cerca de três semanas.

Pelo nome, Bueno, achei que fosse um restaurante espanhol, argentino ou até português, menos japonês. Logo na entrada, há um grande banner escrito "NO Sushi, NO Sashimi". Pensei que tinha entrado no restaurante errado, mas o lugar era aquele mesmo. O banner não queria dizer que o restaurante não era japonês, mas sim que a especialidade era outra: teishoku.

Para quem não sabe, o teishoku nada mais é que uma espécie de PF - prato feito - japonês. É uma porção de carne, servida com arroz branco, missoshiru (caldo à base de soja) e outros acompanhamentos.

Resolvi pedir o prato mais famoso da casa, o Buta no Kakuni Teishoku, que é uma pancetta (barriga de porco) ao shoyu com tinguensai, uma acelga chinesa. Acompanha também um pedaço de costela suína.



A variedade do cardápio não é tão grande, há apenas cerca de seis ou sete pratos principais diferentes, mas a qualidade compensa muito. Dá pra ver que eles capricham, tanto na qualidade como na apresentação. A carne estava extremamente macia e muito bem temperada.

Abaixo, o Sake Teishoku (salmão):



Como todo bom restaurante japonês, há uma preocupação grande com os detalhes. Os recipientes era bonitos e bem cuidados, e em cada uma das mesas havia shoyu, açúcar, sal e guardanapos, tudo muito bem arrumado. Havia também palitos de dente individuais, cada um em sua respectiva embalagem plástica. Incrível.

Onde: Alameda Santos, 835.
Quanto: Buta no Kakuni a R$ 29,00, Sake Teishoku a R$ 30,00.
Ponto positivo: atendimento, apresentação e qualidade dos pratos.
Ponto negativo: o preço podia ser um pouco mais em conta, e também senti falta de uma música ambiente no piso superior.
Vale a pena? Pelo preço, não dá pra vir todos os dias, mas pela qualidade vale muito a pena.
Site oficial: http://www.izakayabueno.com.br/page/

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Waka House

Este restaurante é novo, e fica onde antes funcionava o restaurante da "japonesa que grita".

Para quem não conheceu, era uma senhora nipônica que ficava no fundo do balcão, e falava com as pessoas num volume muito mais alto que o convencional. Ela falava tão alto que todo o andar térreo ficava sabendo qual o seu pedido, e também o valor da conta no final. Mas apesar dessa característica inusitada, tratava-se de uma boa pessoa, sem dúvida.

O restaurante foi todo reformado. No piso superior havia várias pequenas salas com divisórias. Todas as divisórias vieram abaixo, e há agora um único salão. A casa ganhou nova pintura, mudando bastante o clima do local. Segundo alguns amigos, antes da reforma o local parecia um cenário do filme Blade Runner. O local continua pequeno, mas agora tem mais cara de restaurante.

A dona atual não grita; pelo contrário, é bastante simpática e atenciosa. E mais, estava com uma camiseta escrita "New York" que, como vocês sabem, sou um grande fã. Portanto, ponto positivo pra ela.

Este é o lamen da casa. O caldo estava levemente apimentado, mas no geral estava muito bem temperado. O macarrão é o próprio para lamen (ou seja, não é um "miojo genérico"), e a porção continha três fatias de carne de porco (no Aska, por exemplo, só vem uma fatia).

 Eu pedi o prato do dia, que era teishoku de yakizakana (anchova grelhada). De entrada, nabo em conserva, harussame e legumes cozidos. Além disso, cinco fatias de sashimi (duas de atum e três de salmão). Apesar de serem fatias finas, vale a pena, pois faz parte da entrada, que é cortesia da casa.






O único ingrediente "incomum" do conjunto era o molho de maionese que acompanhava a anchova. Apesar de não-usual num teishoku, até que foi um complemento interessante. Talvez um vinagrete tivesse sido melhor, mas mesmo assim foi interessante.

De sobremesa, uma fatia de melancia pra cada, cortesia da casa também.

Onde: Av. Brigadeiro Luis Antônio, 2050 - Loja 15.
Quanto: teishoku de yakizakana a R$ 20,00; lamen a R$ 20,00.
Ponto positivo: entradas e sobremesa de cortesia; além disso, a casa não cobra 10%.
Ponto negativo: o alface que estava no prato como decoração não estava muito bonito, estava um pouco passado.
Vale a pena? Sim, tem um custo-benefício muito bom.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Hideki Sushi

Estive neste restaurante para comemorar o aniversário de um amigo.

Só havia um detalhe: ele não sabia disso.

Mas não se assustem, ele não esqueceu do próprio aniversário, nós é que faríamos uma festa surpresa.

Pesquisando sobre o restaurante, descobri que o chef da casa não era um sushiman qualquer. Ele havia ido ao Japão aperfeiçoar-se em suas técnicas culinárias, e por lá ficou durante mais de 10 anos. "Hum, interessante", pensei. Só o aniversário já era uma excelente desculpa para conhecer a casa, mas taí mais um bom motivo. Provar os pratos de um sushiman com experiência internacional também não seria nada ruim. O restaurante possui três unidades, mas o chef costuma ficar na unidade da Bela Vista, que foi a unidade em que nós fomos.

Chegando lá, fiquei surpreso com o ambiente: amplo, organizado e bem decorado.

Como era uma festa de aniversário, optamos por ficar numa das salas privativas do restaurante, onde há tatames. Você tira os sapatos para entrar na sala, mas há chinelinhos caso queira sair da mesma e ir ao toalete, por exemplo. Apesar de ser tatame, você não fica desconfortável, sentado com as pernas cruzadas, pois há espaço embaixo da mesa para as pernas. Além disso, ainda há pequenas almofadas com encosto. Portanto, mesmo sendo tatame, não é necessário ficar sentado "à moda japonesa", e depois reclamar de dores nas costas, pernas, juntas, cotovelos ou orelhas. Aqui o conforto é garantido.

Além de confortável, a sala é espaçosa e a mesa é bastante ampla. Cada um tem o seu espaço, e ninguém precisa ficar apertado, tampouco se acotovelando. Só para ter uma ideia, estávamos em 13 pessoas. Pegamos uma sala com capacidade para 12 pessoas, e mesmo assim sobrou bastante espaço. Calculando por cima, acho que caberia por volta de 20 pessoas, tranquilamente.

De entrada, são servidas pequenas porções de legumes em conserva: pepino, berinjela, tofu, shimeji, harussame (macarrão de batata) e até mariscos.




Tem também o chawamushi (seria uma espécie de "pudim" de clara de ovo, com pedaços de shimeji e frango), que é cortesia da casa. Estava muito bom!




A casa oferece rodízio completo, mas como o preço do buffet não era muito em conta (R$68,50), achei que não compensava (no meu caso, logicamente, que não como muito) e acabei optando pelo prato à la carte.

Pedi o teppan-yaki de teriyaki de pato. Como eu nunca tinha comido carne de pato, não tenho muitas referências para fazer uma avaliação mais embasada, mas posso dizer que a carne estava macia e bem temperada. O pato veio com shimeji e cebolinha (ótima combinação!), e acompanhava também arroz branco e missoshiru. À primeira vista, parecia um prato um pouco "compacto", mas afirmo que veio numa quantidade muito boa. No fim das contas, gostei bastante, é um prato que eu pediria novamente.




A foto abaixo é do tempurá udon, cujo tempero estava bastante suave. Tinha tempurá dentro e fora.





Os preços não são muito em conta, mas a qualidade da comida acaba compensando. Dei uma olhada no buffet, e a quantidade e variedade de sushis e sashimis era bem grande. Meus amigos que optaram pelo buffet disseram que valeu muito a pena, mas eles não precisavam nem ter dito isso, era evidente em suas feições que eles estavam estufados e felizes.

No final, já estávamos completamente cheios, mas mesmo assim cantamos parabéns pro aniversariante e ainda comemos o bolo, claro!

Vale ressaltar também o atendimento da casa: a garçonete que nos atendeu na sala do tatame era muito educada e bastante atenciosa. Além disso, todos colaboraram de muito bom grado com o nosso plano para surpreender o aniversariante.

Onde: Rua Treze de Maio, 1050.
Quanto: rodízio completo por R$68,50; teriyaki de pato por R$40,00; tempurá udon por R$35,00.
Ponto positivo: ambiente, qualidade da comida e atendimento.
Ponto negativo: preço.
Vale a pena? Apesar de um pouco caro, vale a pena pela qualidade da comida. A sala privativa é de fato reservada, dá pra ficar bastante tranquilo e à vontade por ali.
Site oficial: http://www.hidekisushi.com.br/

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Uo Katsu

Se você é um grande apreciador de sashimi (assim como eu), mas nunca está satisfeito com os preços praticados no mercado (idem), este restaurante é a solução.

Encontrar restaurantes com comida boa e barata não é fácil. Ou o lugar é bom (e caro), ou é barato (mas não tão bom). Mas aqui, a comida é excelente e os preços são incríveis. Tá certo que o ambiente é simples, mas exigir um lugar perfeito em todas as categorias também já é pedir demais. Entretanto, continuarei em busca desse lugar perfeito, claro!

Aqui neste restaurante, dez fatias de sashimi de salmão saem por apenas 12 reais. Absurdo, não? Pedi logo as dez fatias, acompanhadas de meia porção (4 unidades) de Negui Toro (sushi especial de arroz com suflê de atum, cebolinha, maionese e ovas de capelim). Junto com eles, dez fatias de sashimi de anchova negra.



Conheci esse sashimi de anchova negra (que por ironia do destino é branca) recentemente, nunca havia experimentado antes. A primeira vez que o vi, achei que fosse um peixe branco genérico, que apenas acompanhava o sashimi de salmão e atum, que por sinal eram as estrelas principais do combinado. Mas ao experimentá-lo, que surpresa! A consistência não é tão firme como a carne do atum, por exemplo, mas tem um sabor que, na minha modesta opinião, é superior a todos os outros tipos de sashimi. Sempre preferi o sashimi de salmão, mas depois de conhecer o de anchova negra, fiquei em dúvida de qual é o preferido. Mas a partir de agora, na dúvida, peço os dois =)

Ah, e o preço de dez fatias de sashimi de anchova negra? Oito reais. Sim, são 8 reais pelas dez fatias, 80 centavos por fatia. Inacreditável, não?

O restaurante tem também vários tipos de sushi, cuja qualidade também são um capítulo à parte. Este aqui é o Grill: salmão grelhado, cream cheese, cebolinha e molho tarê. O sabor é sensacional.



A foto abaixo é do Ebiten: camarão empanado com cream cheese e molho tarê. Sabor igualmente indescritível.



Antes de conhecer esse restaurante, sempre achei que hot-roll fosse um sushi "normal", com a diferença de que é empanado. Pois bem, quando esse hot-roll chegou à mesa, algo me chamou a atenção: não havia arroz. Isso mesmo. Kani, ovas de peixe, cream cheese e, no lugar do arroz, salmão grelhado. Sim, ele é totalmente preenchido com salmão. Nem preciso dizer que o resultado é fantástico.



A casa serve também outros tipos de sashimi (atum tataki, atum toro, cavalinha, linguado, lula, polvo, robalo, saint-peter, pargo e garoupa, entre outros), além de ostras, grelhados, porções de shimeji e shiitake.

Na hora de pagar a conta, a senhora do caixa deixa claro que a taxa de serviço (10%) é opcional, mas se você aceita em pagá-la, ela diz em voz alta aos funcionários - "Caixinha!" - ao que todos prontamente agradecem. Um barato.

Onde: Rua Manoel da Nóbrega, 1180.
Quanto: sashimi de salmão a R$12,00 (10 fatias), sashimi de anchova negra a R$8,00 (10 fatias), sashimi de atum a R$20,00 (10 fatias), Grill a R$15,00 (8 unidades), Ebiten a R$22,00 (8 unidades).
Ponto positivo: preço e qualidade dos pratos.
Ponto negativo: o lugar não é muito grande, e as mesas são do tipo comunitárias (como se fossem de refeitório ou bandejão).
Vale a pena? Sim, trata-se de um excelente restaurante para fãs de sashimi, sobretudo os de salmão. Recomendo!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sukiya

Quando pensamos em fast-food, logo vem a idéia de hamburger, esfiha, ou qualquer outro de tipo de alimento de rápido preparo, e não muito saudável.

Esta rede de restaurantes, famosa no Japão, chegou em São Paulo para mudar esse conceito.

Logo na entrada, uma surpresa: não há garçons acompanhando os clientes até as mesas. Você entra, escolhe um lugar, pega o cardápio (que já está em cada uma das mesas) e, assim que escolhe o prato, chama o garçom através de um botão em cima da mesa. Ele anota o pedido num palm-top e, pouquíssimos minutos depois (ou em até menos de 1 minuto, dependendo do caso), o prato já está na sua frente. Surreal, não? Mas é assim mesmo que funciona.

A especialidade da casa é o Gyu-don. A grosso modo, é uma carne cortada em finíssimas fatias, acompanhada de arroz e servidos numa tigela. Você pode pedir o Gyu-don tradicional, mas há diversas outras opções, como o Gyu-don coberto com queijo, com molho de tomate, ou então com cebolinha e ovo (cujo nome é negui-tama gyu-don), que aparece na foto abaixo. O ovo vem pré-cozido, e você mesmo o quebra (a gema vem molinha!).




Há várias opções de acompanhamento, sejam eles tradicionalmente japoneses, como missoshiru, tofu ou kimuti (vegetais em conserva picante), ou então legitimamente brasileiros, como salada, fritas ou vinagrete. Eu pedi o Kara-ague, que é um frango frito empanado, absurdamente crocante.




Além de possuir essa crocância absurda, o frango chega muito quente à mesa e assim permanece, pois o recipiente que o contém é pré-aquecido, evitando que esfrie rápido.

A foto abaixo é do Gyu-don com queijo, acompanhado pelo frango frito empanado:




A casa funciona todos dias da semana das 11hs às 23hs, e serve também teishoku e curry. A maioria dos pratos pode ser pedida nos tamanhos pequeno, médio, grande ou extra-grande, o que achei uma ótima sacada.

Onde: Rua Dr. Rafael de Barros, 64.
Quanto: Negui-tama Gyu-don a R$ 9,00 (tamanho pequeno), R$ 11,00 (médio), R$ 13,00 (grande) e R$ 15,00 (extra-grande). Kara-ague + bebida a R$ 4,90.
Ponto positivo: preço; variedade de tamanhos dos pratos; os mesmos chegam rápido à mesa.
Ponto negativo: as portas dos sanitários poderiam ter aquela mola que faz com que as mesmas fechem automaticamente sempre que são abertas.
Vale a pena? Para quem está em busca de um fast-food com opções saudáveis e que realmente sustenta, eis a solução!

domingo, 19 de junho de 2011

Daiky

Apesar de este restaurante ter uma outra unidade perto do Conjunto Nacional, esta nova unidade próxima ao Parque Trianon fica mais próxima da jurisdição deste blog, motivo pelo qual está aqui presente no dia de hoje.

A casa tem como característica pratos muito bem servidos.

O cardápio tem pratos à la carte, servidos em três versões: verão, que acompanha salada e frutas; executivo, que acompanha salada, arroz, feijão e fritas; e teishoku, que acompanha arroz branco, tempurá, duas variedades de verdura cozidas e missoshiru. Ainda não tive a oportunidade de experimentar a anchova negra, mas esta será a próxima da lista mas não vou conseguir, pois ela foi publicada por engano no cardápio. Na foto, a anchova tradicional, e também a calabresa, ambos na versão executiva.



Há também os pratos do dia. De quarta-feira, como não poderia deixar de ser, temos a tradicional feijoada. O tamanho é único, mas se você pedir uma guarnição a mais, dá para duas pessoas (pessoas "normais", diga-se de passagem).
 
Às quintas-feiras, o prato do dia é fígado acebolado. Ainda não tive coragem de experimentar, mas certamente o farei, para que a aventura de provar este prato fique devidamente registrada.

Onde: Av. Paulista, 1499 - lojas 50 e 51.
Quanto: anchova versão executiva a R$22,00; calabresa versão executiva a R$17,50; feijoada a R$22,00; guarnição-extra a R$10,00.
Ponto positivo: quantidade de comida.
Ponto negativo: o preço poderia ser um pouco menor.
Vale a pena? Sim, principalmente se você come mais do que uma pessoa "normal".

*pessoa "normal": que come por volta de 400g num restaurante por kilo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pimenta Rosa

Se algum dia você estiver em dúvida entre almoçar churrasco ou sashimi, ou então tem um grupo de amigos onde uns adoram comida japonesa mas outros a abominam, esse restaurante é uma ótima opção.

No buffet você vai encontrar desde sushi e temaki, até picanha e calabresa. Na região final do buffet esta heterogeneidade é visível, pois podemos observar diariamente o harumaki e o coração de frango vivendo em paz e harmonia.

Na foto abaixo, um bom exemplo disto. Temaki e carne bovina, ambos devidamente degustados, sem distinção de cor, raça, gosto ou informação nutricional.



Um fato curioso que só encontrei neste restaurante foi a disposição do arroz e do feijão no buffet. Imagino que, assim como eu, uma grande parte das pessoas tenha o costume de colocar primeiro o arroz no prato, e em seguida o feijão, por cima do arroz. No meu caso, faço isso para que o feijão fique junto do arroz, evitando que o primeiro se espalhe pelo prato. Mas, neste buffet, o feijão vem primeiro. Então, se eu tento proceder da forma usual, colocando primeiramente o arroz, tenho que "voltar" para me servir do feijão, o que eventualmente pode incomodar o cliente que vem atrás. É um detalhe bastante singular, mas vale o comentário.

Às quintas-feiras, costumava-se ter no buffet o lombo de anchova negra, que nada mais é que um peixe grelhado. Se ainda estiver sendo servido, vale a pena experimentar, pois trata-se de um prato bastante saboroso e muito bem preparado.

Onde: Alameda Santos, 831.
Quanto: 31,90/kg
Ponto positivo: variedade de pratos.
Ponto negativo: os pés das mesas deste restaurante não são muito convencionais, o que pode exigir um certo malabarismo na hora de se sentar ou levantar.
Vale a pena? Apesar dos pratos no geral não serem espetaculares, vale a pena pela variedade.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Bistro Kazu

Apesar de estarmos em pleno verão, as temperaturas nesta semana estão com a máxima girando em torno de 23ºC. Além disso, temos chuvas intermináveis, que na hora do rush do almoço provocam uma série de colisões de guarda-chuvas, pilotados por pessoas pouco hábeis, porém famintas e apressadas. Com isso, a vontade é de que o seu almoço venha até você.

Pensando nisso, optamos por pedir o nosso sagrado almoço no Bistro Kazu, uma tradicional empresa de delivery de obentôs, que são as famosas marmitas japonesas. O site é bastante claro e objetivo, mas as fotos poderiam ser um pouco maiores. A atendente foi atenciosa, e rapidamente conclui o pedido.

Mas há um problema. A demora na entrega é um fator a considerar. Fiz o pedido por volta das 10:15hs da manhã, e fui informado de que, pelo horário em que estava sendo feito o pedido, a entrega só poderia ser feita às 13:00hs. Apesar de achar um pouco tarde (se considerarmos o horário em que foi feito o pedido), acabei concordando com o horário, pois lembrei-me da chuva e das colisões de guarda-chuvas. Às 13:00hs em ponto, nada do almoço chegar. Entrei em contato com o restaurante, e somente depois de muitas idas, vindas e desencontros o pedido chegou, cerca de 40 minutos além do horário combinado. Vale lembrar que, apesar do enorme atraso, em nenhum momento a atendente pediu desculpas ou lamentou o ocorrido. Talvez seja pelo fato de que, para ela, não cumprir prazos seja comum.

Mas enfim, vamos ao que interessa.

A porção individual (R$17,00) é bem servida (aproximadamente 450g de comida), e vem organizada numa bandeja de plástico, fechada com pequenos elásticos. Alguns itens empanados (como por exemplo o tempurá de legumes) não vieram sequinhos e crocantes, mas de certa forma isso já era esperado por tratar-se de um delivery.


Há várias opções de obentô, como por exemplo carne, frango, anchova e outros. O prato básico é o mesmo, mudando-se apenas o ingrediente principal que, no caso, foi o salmão grelhado. No geral a comida estava boa, numa variedade interessante também. O único elemento "estranho" ao conjunto foi uma porção de espaguete ao molho sugo, que destoava do restante do prato.

A foto abaixo é do obentô de lombo de porco com gengibre, seguido pelo obentô de anchova grelhada.




Quanto: pratos individuais a R$17,00, especiais a R$28,00; taxa de entrega, R$2,00.
Ponto positivo: comida leve e saudável .
Ponto negativo: é preciso fazer o pedido muito cedo, e ainda assim há demora na entrega. Foi a segunda vez que pedi o almoço desse restaurante, e pela segunda vez houve atraso.
Vale a pena? Até vale, desde que você tenha muita paciência e esteja disposto a esperar o tempo que for necessário pela entrega.
Site oficial: http://www.bistrokazu.com.br/

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Irori

Ao longo dos anos, este tradicional restaurante japonês já experimentou diversas mudanças em seu sistema: la carte, rodízio, somente la carte, rodízio com refrigerante incluso, etc. Atualmente, há três opções: almoço por kilo (R$29,90/kg R$34,90/kg), comida à vontade (R$19,90 R$22,90 por pessoa), ou à la carte.

Para mim compensa mais o sistema por kilo, pois eu já não como tanto quanto antigamente. Mas se você não tem ideia do que vai compensar financeiramente, pode servir-se no buffet, verificar o peso do prato na balança, e daí decidir se vai querer por kilo ou por pessoa. Vale lembrar que tanto para comida por kilo quanto para comida à vontade, o buffet é o mesmo. Em ambos os sistemas não há sashimi, que só poderá ser encontrado nos pratos à la carte.

O restaurante tem uma variedade boa de pratos, e houve uma época em que serviam até feijoada. Hoje, o mais comum é encontrar sushis variados, saladas, yakisoba, curry, legumes cozidos, gyozá, harumaki e tempurá. Tem também yakimeshi, que seria o arroz à grega oriental (seria um arroz greco-oriental?), e o tradicional arroz branco.


Um ponto negativo deste restaurante é a certa demora em repor alguns dos pratos no buffet. Da última vez, por exemplo, havia pastéis de queijo. Quando chegou a minha vez, não havia mais nenhum, e o recipiente continuou vazio por vários minutos. Pelo menos uma dúzia de pessoas passou por ali depois do recipiente ter se esvaziado, e certamente nenhuma delas comeu pastel.

De qualquer forma, vale o custo-benefício, se levarmos em conta que hoje a comida japonesa é sinônimo de preços altos (o que é incoerente, pois são ingredientes relativamente simples, além do fato de metade dos pratos ser cru).

De sobremesa, é oferecida uma unidade de banana caramelada como cortesia. Se você der sorte, poderá encontrar no buffet algum sushi mais exótico, como por exemplo o de goiabada com cream cheese (com pedaços generosos de goiabada), que também pode ser uma ótima opção de sobremesa. Ou então rolinhos-primavera de queijo com goiabada, mas como estes nunca estão identificados, a tarefa de encontrá-los torna-se uma missão para o mais audaz dos samurais.

Update: os preços sofreram um aumento de mais de 15%! Considerando que a inflação acumulada no ano passado foi de aproximadamente 6%, já dá pra imaginar que grande parte do lucro deles vai ser por nossa conta.

Onde: Alameda Jaú, 487.
Quanto: R$29,90/kg R$34,90/kg ou R$19,90 R$22,90 por pessoa.
Ponto positivo: custo-benefício.
Ponto negativo: demora na reposição de alguns pratos do buffet.
Vale a pena? Se os preços continuarem a aumentar de acordo com a calculadora deles, não.
Site oficial: http://www.irori.com.br

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Guinza Sushi

Para quem estava sentindo falta de um restaurante de comida japonesa neste blog, eis o primeiro!

O Guinza Sushi é um restaurante relativamente novo, com um ambiente bastante moderno e elegante. Logo na chegada, há um funcionário recepcionando os clientes e acompanhando-os até as mesas. De entrada é servida esta pequena porção de peixe com cebolinha.

Como prato principal, pedi um teishoku executivo de salmão: duas unidades de uramaki (que é aquele sushi enrolado ao contrário, com arroz por fora e alga por dentro) de salmão com cream cheese, 5 finas fatias de salmão. Uma tigela de arroz, outra de missoshiru, e o restante (bardana, carne com tofu e nabo ralado) devidamente acomodado dentro daquelas bandejas com divisória, comuns em restaurantes japoneses fast-food.




Achei que o salmão grelhado poderia ser maior (por ser o elemento principal do prato), e poderia também vir menos pepino (por ser acompanhamento). Me deu a impressão de que tentaram compensar o pouco salmão com muito pepino, o que, convenhamos, não compensa.

O restaurante oferece também um esquema de rodízio, mas pelo depoimento de meus colegas que optaram por esse sistema, não vale a pena, pois as porções demoram a chegar à mesa.

Onde: Alameda Jaú, 540.
Quanto: pratos executivos a partir de R$18,00; rodízio a R$29,90.
Ponto positivo: ambiente moderno e agradável, com destaque para a confortável cadeira.
Ponto negativo: sistema de rodízio ineficiente.
Vale a pena? É um lugar bacana para se levar o(a) cônjuge, por tratar-se de um ambiente moderno e agradável. Se você optar pelo esquema de rodízio, só vale a pena se estiver com muito tempo sobrando e com muita paciência. Caso contrário, vá de la carte.
Site oficial: http://www.guinzasushi.com.br