Tal ato inédito só foi possível graças ao cardápio existente em frente ao restaurante, colocado bem ao lado da calçada. Neste cardápio, o teppan de frango saía por 34 reais. Não é barato, mas até que não achei caro para um restaurante de tamanha fama.
Entrando no restaurante, a garçonete (vestida com kimono - o traje típico japonês) perguntou se gostaríamos de nos sentar no setor de sashimi ou no de grelhados. Como eu sabia de antemão que o setor dos grelhados era aquele em que o cozinheiro fica bem na sua frente, preparando os grelhados (e cujo preço seria bem maior do que o prato que eu tinha em mente), optei por ficar junto da turma do sashimi.
Ao nos deslocarmos para este setor, percebi que o restaurante era realmente grande. Passamos pelo bar (cuja área é maior que o meu apartamento) e chegamos no salão, através de largos corredores. Um ambiente bastante agradável, com pé direito alto, piso de carpete e vista para um belo e bucólico jardim.
Ao consultar o restante do cardápio, dentre toda a lista de pratos (todos caros), encontrei um que me pareceu bastante interessante: yaki-udon de carne e frango. Este prato nada mais é que um macarrão grelhado (palavras do próprio garçom), misturado com legumes, vegetais, carne e frango.
Seria mais ou menos um yakisoba (feito com macarrão de udon), mas sem aquele molho todo.
Numa outra oportunidade vou contar a história do macarrão frito, mas basicamente eu gosto do macarrão do yakisoba bem frito e crocante (eu diria até quase queimado). E por causa do nome deste prato, yaki-udon (yaki = "na chapa"), achei que o macarrão deste prato tinha potencial para ter estas características crocantes. Logo, foi o prato que pedi.

Bem, o macarrão não estava bem frito nem crocante (tampouco queimado), mas acredito que nem era o intuito do prato. Além do mais, deixar o macarrão de udon (cuja "natureza" é estar mergulhado no caldo) com estas características não deva ser uma missão das mais fáceis.
De qualquer forma, gostei do prato e considero que veio numa quantidade muito boa. A única ressalva é que a carne poderia estar cortada em pedaços um pouco maiores. Se estivessem um pouco menores eu diria que já seria uma carne moída.
De sobremesa, pedi o ginger brulée, que é um creme chique com gengibre. Estava bastante cremoso e coberto por uma fina camada de gengibre caramelizado. Muito bom.

Um detalhe curioso que observei foi o cabo dos talheres de sobremesa. Ao invés de serem no formato tradicional, tinham a seção transversal circular, o que dava mais conforto do ponto de vista da ergonomia. É apenas um mero detalhe, mas acredito que um bom restaurante se constrói justamente através destes pequenos detalhes.
Onde: Alameda Campinas, 600.
Quanto: Yaki-udon a R$39,00; Ginger brulée a R$17,00.
Ponto positivo: ambiente.
Ponto negativo: pelo preço que se paga, os garçons e garçonetes poderiam ser um pouco mais simpáticos.
Vale a pena? Sim, desde que preço não seja problema.
Site oficial: www.shintori.com.br
Fiquei curioso pra ver esse talher com a seção transversal circular...
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