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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Daiky - O dia do fígado

Ser criança é muito bom. Passamos o dia brincando, correndo e tumultuando o ambiente, qualquer que seja ele, sem medo de ser feliz. Preocupação não temos nenhuma, exceto quando derramamos suco no tapete novo da mamãe, por exemplo. Mas tirando esses fatos esporádicos, todo o resto é divertido.

Entretanto, nem tudo é só alegria. Quando somos crianças, muitas vezes somos obrigados a comer coisas cujo gosto não é dos mais agradáveis. Brócolis, cebola, beterraba, jiló... todo tipo de alimento dessa categoria sendo empurrado goela abaixo, com a desculpa de que fazem bem à saúde, são importantes para crescremos fortes, não ficarmos doentes, blá blá blá... mas, e os doces? Ah, só se comer toda a salada. Que injustiça.

Comigo não foi diferente, também precisei comer todo tipo de vegetais. Entretanto, nunca fui de repudiar nenhum tipo de prato. Sempre gostei de cebola, brócolis, agrião, berinjela, pois em casa sempre teve todo tipo de alimento. Por outro lado, se há um prato que eu nunca fui um grande fã é fígado. Não cheguei a não gostar do prato, apenas não era um grande apreciador.

Eis que, recentemente (e já adulto) descubro que aqui neste restaurante, fígado é prato do dia. Quando vi essa informação no cardápio, fiquei curioso. Afinal, desconfio que o fígado seja um dos cortes da carne bovina menos apreciadas pela população mundial. Não conheço ninguém que tenha dito: "Hoje vou comer um delicioso filé de fígado! Que delícia!". Portanto, achei estranho o restaurante "arriscar-se" a colocar um prato assim como sendo "a estrela" do dia.

Mesmo assim, lá fui eu conferir. Na hora de pedir os pratos - "Fígado!" - disse eu convicto à garçonete, para espanto, nojo e chacota por parte de meus colegas. Mas não tem problema, é tudo em prol de uma nova experiência gastronômica.

Eis que o prato chega. Um grande e vistoso filé de fígado, coberto por uma vasta camada de cebola frita. Vale lembrar que eu adoro cebola, então fiquei com água na boca.



Na primeira garfada, surpresa. Estava gostoso. Apesar de toda a desconfiança dos demais espectadores da mesa, não tive problema algum. A carne estava macia, com uma boa consistência, e muito bem temperada. Some-se a isso a cebola frita, e o resultado foi um conjunto muito bom.

Na saída, perguntei ao atendente do caixa se o prato fazia sucesso, e ele me disse que todos são vendidos, não sobra filé nenhum pra contar história. Incrível, não?

À tarde, de volta ao escritório, alguns ainda vieram checar se eu precisava de remédio, sal de frutas, ou mesmo se eu estava vivo. Respondi a todos que estava tudo bem, e que em breve poderia até repetir a experiência. Não posso dizer que depois disso virei um fã incondicional de fígado, mas é um prato a menos na minha lista de alimentos intragáveis. Agora, só sobrou um nessa lista. Em breve vocês descobrirão qual é.

Onde: Av. Paulista, 1499 - lojas 50 e 51.
Quando: às quintas-feiras.
Quanto: R$19,00 - acompanhado de arroz, feijão, fritas e salada.